25.6.12

Violência... pra quê?



* Texto escrito em 1995

Existe algo infiltrado em nosso meio que vem se alastrando, se expandindo cada vez mais.
É a violência, que hoje vem crescendo num ritmo muito acelerado; está em toda parte.
Às vezes, na porta de um bar, por uma discussão sem um pingo de racionalidade, pessoas acabam por se devorar, sem ter ao menos um motivo lógico para tal atitude animalesca.
Há sempre um discordando da posição ou do ponto de vista do outro e essa discordância quase sempre ultrapassa seus limites, e, ilogicamente, a parte que sai em desvantagem vai pregar o acerto (ou desacerto) na base da porrada, do espancamento...ou então alguma arma afiada ou de pólvora vai calar a desvantagem, dando ao afetado uma certa satisfação momentânea e inconsequente.
Sabemos que nessa atual situação, nada pode ser resolvido com violência, pois violência só serve para trazer mais violência.
Tudo pode e deve ser resolvido da forma mais humana possível, mas, às vezes o que falta é consciência, calma e sanidade; essa falta de humanismo faz também muita falta numa situação onde duas ou mais pessoas estão presentes.
A meu ver, todas as posições pessoais de cada um devem ser respeitadas, mesmo não sendo algo concordável, devemos saber encarar da maneira mais racional possível, coisas que a nosso ver possam parecer estranhas demais para nós.

O respeito e a compreensão são qualidades extremamente indispensáveis para o atual cotidiano, onde quase tudo e todos que dele fazem parte são tão violentos.

A violência física ou moral não tem sentido e talvez por ter tão grande destaque, essa violência vem sendo adotada por pessoas e grupos que só servem para fazer peso em cima da terra.


Se for negro, apanha por causa da cor;
Se for estrangeiro, apanha por não ser brasileiro;
Se for nordestino, apanha por ser do nordeste;
Se for homossexual, apanha por sua opção sexual;
Se for pobre, apanha por não ter dinheiro;
Se torce por um time de futebol, apanha de torcedores rivais...




CHEGA DE TANTA IRRACIONALIDADE!

VIVA O RESPEITO E A COMPREENSÃO!

E QUE SEJAMOS REALMENTE 
SERES HUMANOS!


Texto: Renato Curse                junho de 1.995


(Texto extraído do Zine Agonia Revoltante! # 15, edição de julho de 1.995)



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