12.10.12

Freud, o Pai da Psicanálise



Quase todo mundo já deve ter ouvido falar: “Freud explica” em alguma ocasião.
Freud foi com certeza um dos maiores pensadores da história. Suas teorias atingiram e revolucionaram o mundo todo de uma forma até assustadora. Depois que seus estudos foram difundidos, o mundo nunca mais foi o mesmo.
Sigmund Freud, o Pai da Psicanálise, filho de judeus, nasceu no dia 6 de maio de 1.856, na Moravia, em Freiberg, uma cidade hoje pertencente à Republica Tcheca.  Com a guerra austo-italiana, as finanças da família foram duramente atingidas e em 1.860, os pais Jacob e Amália Freud emigraram para Viena levando Freud (na ocasião com 4 anos de idade) e seus dois irmãos.
Apesar das dificuldades econômicas, Freud tornou-se um excelente estudante, tanto que ao terminar o curso secundário, aos 17 anos, já dominava perfeitamente o inglês, latim, grego, hebraico, francês, italiano, além do idioma alemão.
Ingressou na Universidade de Viena em 1.873, tendo se formado em 1.881, aos 25 anos – nessa época já havia iniciado suas pesquisas no laboratório de psiquiatria da universidade.  Em 1.885 viajou para Paris, fez estágio sobre a técnica da hipnose para tratar pacientes de um manicômio, com Jean-Martin Charcot e Josef Breuer. No ano seguinte, já em Viena, casou-se com Martha Bernays, com quem teria 6 filhos.
O homem que revolucionou os conceitos do mundo começou a revelar suas descobertas teóricas  aos 39 anos, a partir de 1.895, ano em que publicou com Josef Breuer o livro “Estudos sobre a História”. No ano seguinte, pela primeira vez, Freud empregou o termo ‘psicanálise’. Suas teorias e as descobertas  do inconsciente traumático e da sexualidade infantil chocaram o povo da época, atraindo a ira de muitas pessoas, afinal, foi ele quem demonstrou que temos uma outra personalidade no inconsciente, a qual possui impulsividade, agressividade, desejos e instintos sexuais nada compatíveis com a moralidade.
Nos anos de 1.898 e 1.899, Freud dedicou-se à elaboração e à publicação de sua obra mais famosa: “A interpretação dos sonhos”, na qual defendia que “os sonhos são a estrada real que conduz ao inconsciente”, o mesmo inconsciente que além de perversivo, guarda os traumas que não conseguiu superar. E para controlar ou banir os ímpetos, Freud propunha a ‘cura pela palavra’, na qual os pacientes seriam levados a revelar os traumas inconscientes para então poder superá-los. Do livro foram impressos 1.500 exemplares que levariam mais de 10 anos para esgotar, já que no início do século XX as teorias de Freud não eram vistas com bons olhos. Outra obra de grande importância foi “Três ensaios sobre a sexualidade”, lançada em 1.905, onde ele explicava que a neurose correspondia à fixação em uma fase que a pessoa ainda não superou.
Em 1.908 realizou o primeiro congresso sobre Psicanálise em Salzburgo, na Áustria, porém, só ao final da Primeira Guerra Mundial é que os estudos de Freud e a Psicanálise começaram a ser compreendidos.
Em 1.920 publicou “Além do princípio do prazer” e em 1.923, ano em que publicou “O ego e o Id.”, fora diagnosticado um câncer em seu maxilar superior, que o levaria a 33 operações nos anos seguintes (teve alguns ossos da face substituídos por uma prótese que trouxe, além das dificuldades de falar, dores constantes). 
Em 1.927 publicou “O futuro de uma ilusão” e em 1.930 “O mal-estar da civilização”, duas obras julgadas pessimistas.
Freud, por ser judeu, também sofreu perseguição dos nazistas; sua casa foi invadida e seus livros foram queimados – mesmo assim ele se negava a deixar a residência onde morou por 47 anos, em Viena, até ser convencido pelos seus discípulos e auxiliado por governos de países aliados, tendo se exilado em 1.938 em Londres, na Inglaterra.
Sigmund Freud faleceu no dia 23 de setembro de 1.939, aos 83 anos de idade, vítima de câncer.

“Várias indicações me fizeram compreender que minhas teorias não podiam ser recebidas como as demais contribuições à ciência. Dei-me conta de que pertencia, dali por diante, àqueles que perturbaram o sono do mundo.”  (Sigmund Freud) 


Renato Curse           janeiro de 2.001

* Texto publicado na edição # 12 do Informativo Mix Cultural de 27 de janeiro de 2.001



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