8.1.12

Ele não morreu





Ele foi único, ele foi especial,
nunca será latente a quem conheceu
sua história, sua voz, seu visual;
Muitos ainda afirmam que ELE NÃO MORREU.


Verdade ou não verdade, não vou contestar,
porque para mim ele jamais morrerá;
sempre que alguém ainda ouvi-lo cantar,
sua voz mais ainda se eternizará.


Pois foi assim, quando esteve entre nós,
no rock, no country, no gospel, no blues,
e nunca me cansa ouvir sua  voz;
“My way”, “My Boy”, my “Blue Suede Shoes”.


Elvis, The Pelvis, o Mito, o rei,
um ídolo que nunca alguém sucedeu,
por isso, para sempre eu acreditarei
que o Rei do Rock nunca morreu!


Renato J. Oliveira              07 de janeiro de 2.012



(Hoje, 08 de janeiro de 2.012, Elvis Presley, falecido em 1977, completaria 77 anos de vida)




_________________________________________________________________________________
Nasci no dia 22 de maio de 1.977.
Pouco tempo depois, 16 de agosto, Elvis Presley era declarado morto.
Ele entrou na minha história em 1.986, quando eu tinha 9 anos de idade.
Entrou e nunca mais saiu!
Elvis Presley me abriu um universo!
E desde então, todos os dias 08 de janeiro e 16 de agosto ficaram
marcados para sempre em minha vida.
São duas datas que certamente nunca mais eu vou esquecer.

E sabem o que Elvis Presley estava fazendo exatamente no mesmo dia em que nasci?
Enquanto eu estava na maternidade, apenas há poucas horas fora do ventre de minha mãe (nasci às 17:50h.), o Rei do Rock fazia uma apresentação no Capital Centre (em Largo/Maryland).

Abaixo, o referido show e também o link para download do cd



Blogs excelentes do Rei do Rock:

7.1.12

Quem Ama



QUEM AMA NÃO TEME O AMOR,
NÃO TEME A MORTE, NÃO TEME NADA;
QUEM AMA SABE DAR VALOR,
SABE RESPEITAR A PESSOA AMADA...



QUEM AMA SABE PROTEGER,
SABE ORIENTAR, SABE PERDOAR;
QUEM AMA NÃO SABE ESQUECER,
NÃO SABE ENGANAR, NÃO SABE ODIAR...



QUEM AMA CONSEGUE ESPERAR,
CONSEGUE ACEITAR ATÉ A SOLIDÃO;
QUEM AMA PODE TOLERAR,
PODE ENXERGAR ATÉ NA ESCURIDÃO...



QUEM AMA REALMENTE UMA PESSOA,
QUEM AMA REALMENTE ALGUÉM,
NÃO DEIXA DE AMAR DE REPENTE OU À TOA
E NÃO SE INTERESSA POR MAIS NINGUÉM...



Renato J. Oliveira                    2.000    


4.1.12

Os olhos nem sempre dizem a Verdade



Cuidado, nem sempre acredite
naquilo que vir a enxergar;
há truques e charlatanismo
de muitos que estão a brincar;
Esnobam os seus sentimentos,
causando uma árdua ilusão;
vão manipulando a sua mente
que perde a percepção.

Os olhos nem sempre dizem a verdade,
Aparências enganam, questione a falsidade.




São muitos aqueles que pregam
a palavra da salvação;
mas só acredite em si mesmo
com a mente e com o coração;
Não precisa se isolar,
basta ter opinião,
analise o que vê,
busque em si uma razão.

Os olhos nem sempre dizem a verdade,
Aparências enganam, questione a falsidade.




Renato J. Oliveira           02 de maio de 1.998










2.1.12

Eternamente Zé Ramalho


Biografia
José Ramalho Neto, (Brejo do Cruz, Paraíba, 3 de outubro de 1949), mais conhecido como Zé Ramalho, é um cantor e compositor brasileiro.
Suas influências musicais são uma mistura de elementos da cultura nordestina (cantadores, repentistas e rabequeiros), da Jovem Guarda (Roberto Carlos, Erasmo Carlos, Golden Boys e Renato e seus blue caps), a sonoridade dos Beatles e a rebeldia de The Rolling Stones, Pink Floyd, Raul Seixas e, principalmente, Bob Dylan. Há elementos da mitologia grega e de (histórias em quadrinhos) em suas músicas.
Tem seis filhos: Christian (1974), Antônio Wilson (1978), João (1979), Maria Maria (1981), José (1992) e Linda (1995); além de cinco netos, Ester (1999) e Miguel (2004), filhos de Maria com Zé Carlos; Ana Lua (2002), filha de João com Mariana; Maria Luísa, (2009) e Felipe (2011), filhos de Christian e Tatiana. É casado com Roberta Ramalho, mãe de José e Linda, há 27 anos.


Infância
Zé Ramalho nasceu em 3 de outubro de 1949 em Brejo do Cruz/PB, filho de Estelita Torres Ramalho, uma professora do ensino fundamental, e Antônio de Pádua Pordeus Ramalho, um seresteiro. Quando tinha dois anos de idade, seu pai se afogou numa represa do sertão, e passou a ser criado por seu avô. A relação entre os dois seria mais tarde homenageada na canção "Avôhai". Após passar a maior parte da sua infância em Campina Grande, sua família se mudou para João Pessoa. Esperava-se que ele se formasse em Medicina.
Assim que a família se estabeleceu em João Pessoa, ele participou de algumas apresentações de Jovem Guarda, sendo influenciado por Renato Barros, Leno e Lílian, Roberto Carlos & Erasmo Carlos, Golden Boys, The Rolling Stones, Pink Floyd e Bob Dylan.
Em 1974, seu primeiro filho, Christian, nasceu.


Os primeiros trabalhos: 1974-1975
Em 1974, ele tocou na trilha sonora do filme Nordeste: Cordel, Repente e Canção, de Tânia Quaresma. Na época, passou a misturar as suas influências: de Rock and roll a forró. Um ano depois, gravou seu primeiro álbum, Paêbirú, com Lula Côrtes na gravadora Rozenblit. Hoje em dia, as cópias desse disco valem muito por serem raras.


Começo da carreira: 1975-1984
Em 1977, gravou seu primeiro álbum solo, Zé Ramalho. No próximo ano, seu segundo filho, Antônio Wilson, nasceu.
Em 1979, veio o terceiro filho, João, fruto de sua relação com Amelinha, e também o segundo álbum, A Peleja do Diabo com o Dono do Céu. Mudou-se para Fortaleza em 1980, onde escreveu seu livro Carne de Pescoço. O terceiro álbum A Terceira Lâmina, foi lançado em 1981, ano em que nasceu sua primeira filha, Maria Maria; logo após, veio o quarto disco, Força Verde, em 1982.
Em 1983, após o lançamento do quinto álbum, "Orquídea Negra", terminou sua relação com Amelinha e se mudou para o Rio de Janeiro. Depois de gravar "Por aquelas que foram bem amadas ou para não dizer que não falei de rock", no início do ano de 1984, passou a viver com Roberta Ramalho, com quem vive até hoje.


Queda na popularidade: 1985-1990
Os anos oitenta seriam palco de uma queda no sucesso de Zé Ramalho, com o lançamento dos álbuns Pra Não Dizer Que Não Falei de Rock ou Por Aquelas Que Foram Bem Amadas" (1984), De Gosto de Água e de Amigos (1985), Opus Visionário (1986) e Décimas de um Cantador (1987). Uma possível causa dessa fase ruim seria o uso de experimentalismo na música. Em 1990, ele tocou nos Estados Unidos para um público brasileiro.


Acusação de plágio

Zé Ramalho foi acusado na edição da revista Veja de 21 de julho de 1982 de plagiar na letra da canção "Força Verde", um texto de William Butler Yeats utilizado como introdução Roy Thomas na revista em quadrinhos do Hulk publicada no Brasil 10 anos antes pela GEA.
Após esse fato outras acusações de plágio vieram a tona, uma delas foi referente a uma música de muito sucesso cantada por Amelinha (Mulher nova, bonita e carinhosa…), porém, todas as acusações se mostraram inidôneas.


De volta ao sucesso: 1991-2001
Em 1991, sua única irmã, Goretti, morreu. Ainda assim, gravou seu décimo primeiro álbum, Brasil Nordeste (que continha regravações de músicas típicas nordestinas) e voltou ao seus tempos de sucesso. A canção "Entre a Serpente e a Estrela" foi utilizada na trilha sonora da novela Pedra Sobre Pedra. Em 1992, teve seu quinto filho, José, (o primeiro com Roberta), fato que foi seguido pelo lançamento do álbum Frevoador. Em 1995, nasceu a segunda filha: Linda.
Em 1996, gravou o álbum ao vivo O Grande Encontro com Elba Ramalho e os famosos nomes da MPB Alceu Valença e Geraldo Azevedo. No mesmo ano, lançou o álbum Cidades e Lendas.
O sucesso de O Grande Encontro foi grande o suficiente pra que Zé Ramalho decidisse gravar uma nova versão de estúdio em 1997, desta vez sem Alceu Valença. O álbum vendeu mais de 300.000 cópias, recebendo os certificados ouro e platina.
Para celebrar seus vinte anos de carreira, lançou o CD Antologia Acústica. A gravadora Sony Music também lançou uma box set com três discos: um de raridades, um de duetos e um de sucessos. A escritora brasileira Luciane Alves lançou o livro Zé Ramalho – um Visionário do século XX.
Antes do fim do milênio, um outro sucesso Admirável Gado Novo (primeiramente lançado no álbum A Peleja do Diabo com o Dono do Céu) foi usado como abertura da novela O Rei do Gado. Ele também lançou o álbum Eu Sou Todos Nós, seguido do Nação Nordestina, sendo que nesse último a música nordestina foi novamente explorada. O álbum foi indicado para o Latin GRAMMY Award de Melhor Álbum de Música Regional ou de Origem Brasileira.


O terceiro milênio: 2001-atualmente
O primeiro trabalho do século XXI foi o álbum tributo Zé Ramalho Canta Raul Seixas, com regravações de canções do músico baiano. Dividiu o palco com Elba Ramalho no Rock in Rio III. Em 2002, a Som Livre lança um CD de grandes sucessos chamado Perfil, parte da séria Perfil. Também em 2002, veio o décimo sétimo álbum, O Gosto da Criação.
Em 2003, Estação Brasil, um álbum com várias regravações de canções brasileiras e uma inédita foi lançado. Fez uma participação especial na faixa "Sinônimos" do álbum Grandes clássicos sertanejos, de Chitãozinho & Xororó.
Em 2005, gravou seu único álbum solo ao vivo, Zé Ramalho ao vivo. Seu mais recente álbum de inéditas Parceria dos Viajantes, foi lançado em 2007 e indicado para o Latin GRAMMY de Melhor Álbum de Música Popular Brasileira.
Em 2008, um álbum de raridades chamado Zé Ramalho da Paraíba foi lançado pela Discoberta, seguido de um novo álbum de covers Zé Ramalho canta Bob Dylan - Tá tudo mudando, homenageando o músico americano.
Em 2009, um novo álbum de covers Zé Ramalho canta Luiz Gonzaga foi lançado para homenagear o músico pernambucano.
Em 2010, continuou homenageando suas influências com o álbum Zé Ramalho canta Jackson do Pandeiro.
Seu trabalho mais recente é o álbum Zé Ramalho canta Beatles, lançado em agosto de 2011, com regravações do Fab Four. É o seu quarto álbum de covers em três anos.



Discografia
Anterior a oficial
Paêbirú (1974) disco gravado juntamente com Lula Côrtes, gravado pela Rozemblit. Um dos primeiros discos não-declarados de psicodelia brasileira (tendo, inclusive, uma canção com nome de cogumelo alucinógeno). Neste disco, compuseram faixas dedicadas aos quatro elementos da natureza (terra, ar, água e fogo). É hoje considerado uma clássico alternativo, com destaque especial para o seu uso de fuzz guitar.


Álbuns de estúdio
1978 - Zé Ramalho - (Epic/CBS)
1980 - A Peleja do Diabo com o Dono do Céu - (Epic/CBS)
1981 - A Terceira Lâmina - (Epic/CBS)
1982 - Força Verde - (Epic/CBS)
1983 - Orquídea Negra - (Epic/CBS)
1984 - Por Aquelas Que Foram Bem Amadas ou Pra não dizer que não falei de Rock - (Epic/CBS)
1985 - De Gosto de Água e de Amigos - (Epic/CBS)
1986 - Opus Visionário - (Epic/CBS)
1987 - Décimas de um Cantador - (Epic/CBS)
1992 - Frevoador - (Columbia/Sony Music)
1996 - Cidades e Lendas - (BMG)
1996 - "Antologia Acústica" - (BMG)
1998 - Eu Sou Todos Nós - (BMG)
2000 - "Nação Nordestina" - (BMG)
2001 - "Zé Ramalho canta Raul Seixas" - (BMG)
2002 - O Gosto da Criação - (BMG)
2003 - Estação Brasil - (BMG)
2005 - "Zé Ramalho ao Vivo" - (Sony/BMG)
2007 - Parceria dos Viajantes - (Sony/BMG)
2008 - Zé Ramalho Canta Bob Dylan - Tá Tudo Mudando - (EMI)
2008 - Zé Ramalho da Paraíba - (Discobertas/Coqueiro Verde)
2009 - "Zé Ramalho canta Luiz Gonzaga" - (Discobertas/Sony)
2010 - "Zé Ramalho canta Jackson do Pandeiro" - (Discobertas/Sony)
2010 - "Zé Ramalho - A Caixa de Pandora" - (Discobertas/Sony)
2011 - "Zé Ramalho Canta Beatles" - (Discobertas/Sony)


Coletâneas
2002 - Perfil
2007 - Zé Ramalho em foco"

Cover
1991 - Brasil Nordeste - (Columbia/Sony Music)
2000 - Nação Nordestina - (BMG)
2001 - Zé Ramalho Canta Raul Seixas - (BMG)
2008 - Zé Ramalho canta Bob Dylan - Tá tudo mudando - (EMI)
2009 - Zé Ramalho canta Luiz Gonzaga - (Discobertas/Sony)
2010 - Zé Ramalho canta Jackson do Pandeiro - (Discobertas/Sony)
2011 - Zé Ramalho canta Beatles - (Discobertas/Sony)

Ao vivo
2005 - Zé Ramalho ao vivo - (Sony/BMG)

Caixa
1996 - 20 Anos de Carreira (Sony Music)
2009 - Participação de Zé Ramalho no DVD de Capim Cubano Ao Vivo em João Pessoa - PB
2010 - Box - A Caixa de Pandora - (Sony Music)

Participações
1996 - O Grande Encontro - (com Alceu Valença, Elba Ramalho e Geraldo Azevedo)
1997 - O Grande Encontro 2 - (com Elba Ramalho e Geraldo Azevedo)
2000 - O Grande Encontro 3 - (com Elba Ramalho e Geraldo Azevedo)
2003 - Lisbela e o Prisioneiro - (com Sepultura - Trilha Sonora)
2010 - O Bem Amado (filme) - Trilha Sonora)


DVD
2001 - Zé Ramalho Canta Raul Seixas: Ao Vivo
2005 - Zé Ramalho ao Vivo
2007 - Parceria dos Viajantes
2008 - Zé Ramalho Canta Bob Dylan - Tá Tudo Mudando
2009 - Zé Ramalho - O Herdeiro de Avohai - documentário

Texto: Wikipedia


31.12.11

Separação não é o Fim




E de repente a vida parece ter perdido o sentido,
aquele alguém se despediu, foi embora,
não está mais ao teu lado, não está mais contigo,
seus segundos são minutos, minutos parecem horas.


No fundo você sabe, não tem mais volta,
mas prefere se iludir, se enganar;
você ignora, não escuta, não se importa
com o que os outros vão falar.


Sonhos, projetos e planos
se desintegram sem nenhum talvez;
agora a linda frase “EU TE AMO”
parece-lhe até estupidez.


Você se entrega à depressão,
só pensa na pessoa amada;
sonha com a reconciliação
enquanto ela trilha outra estrada.


Mas será que vale a pena
viver assim tão desmotivado?
A verdade que você condena
é o que te deixa neste estado!


Se não foi, não era pra ser,
tente enxergar seu caso assim;
afinal de que lhe vale sofrer
se tudo chegou ao fim?


Essa pessoa não te merecia,
você encontrará alguém melhor,
e quando chegar esse dia
lhe brilhará um novo sol.


Para pôr fim a essa agonia,
além do tempo, algo mais óbvio:
TER A ESPERANÇA NUM NOVO DIA
E, PRINCIPALMENTE:  AMOR PRÓPRIO!


Renato J. Oliveira             05 de março de 2007


21.12.11

Amiga Eterna


Nasci para ser a sua melhor amiga,
te dar carinho, afago, proteção;
Livrar você de todo e qualquer perigo,
ser sua companhia quando houver solidão.



Fico muito triste quando você sai,
conto os minutos até você chegar,
e quando chega, essa tristeza se esvai;
e de alegria começo a pular.



Jamais me canso com a sua presença,
nem me chateio quando grita comigo;
Sua atenção é minha maior recompensa;
você é meu pai, meu irmão, meu amigo.



Sua alegria é minha alegria,
Eu quero sempre te fazer feliz;
Até no tempo em que não te conhecia,
você era o pai que eu sempre quis.



 


Sei que também me ama de verdade,
por isso me julgo uma cachorra de sorte,
pois sei que no mundo há muita crueldade,
e tantas como eu, condenadas à morte.


Renato J. Oliveira                20 de dezembro de 2.011

(dedicado à minha inseparável companheira Sheidy)




16.12.11

Leva-me Vida...



LEVA-ME VIDA
E LAVA-ME COM TEUS ENCANTOS,
FAÇA DE MIM UM DURADOURO SER
PARA TEU MANTO;
PRESTIGIE-ME COM TUAS SURPRESAS,
COM TUA MAGIA, COM TUA BELEZA.


LEVA-ME, LEVA-ME VIDA,
DAI-ME FORÇAS PARA VENCER OS DESAFIOS,
OS OBSTÁCULOS, AS DISCÓRDIAS, OS VÍCIOS...


LEVA-ME, LEVA-ME, LEVA-ME VIDA,
CONDUZA-ME PARA BONS CAMINHOS,
FAÇA SUA PARTE QUE EU BEM FAREI A MINHA.




Renato J. Oliveira        16 de março de 2007


11.12.11

O mundo nas mãos de umas dez pessoas




“DIZ QUE A SITUAÇÃO É RAZOÁVEL;

DIZ, CÍNICO, QUE É BOA;

UM MUNDO TÃO BELO E ADMIRÁVEL

NAS MÃOS DE UMAS DEZ PESSOAS! 




JÁ PENSOU SE ENLOUQUECEM?

JÁ PENSOU SE ALGUÉM PIRAR?

OU SERÁ QUE VOCÊ SE ESQUECE

QUE ELES PODEM NOS MATAR?!”




Renato  J. Oliveira     11 de agosto de 2001


4.12.11

Pensamento Positivo!

(clique na imagem para ampliar)



NAS TURBULÊNCIAS, PROCURE DIRECIONAR SEUS PENSAMENTOS SOMENTE PARA O LADO POSITIVO, BUSCANDO EM EXPERIÊNCIAS PESSOAIS VIVIDAS O QUE DE MELHOR VOCÊ APRENDEU OU O QUE DE
 MELHOR LHE PARECER E LHE APARENTAR.
LEMBRE-SE QUE DE NADA VALE OU ADIANTA FICAR ‘QUEBRANDO A CABEÇA’ COM PROBLEMAS QUE AINDA NADA SENTENCIARAM SOBRE NADA.

A DIMENSÃO DA SUA CAPACIDADE DE SOLUCIONAR OU RESOLVER OS PROBLEMAS, NA VERDADE É MUITÍSSIMO MAIOR DO QUE OS PRÓPRIOS PROBLEMAS!

TENHA ISSO SEMPRE EM MENTE, ASSOCIADO A
UMA DOSE DE OTIMISMO E, TODOS OS PROBLEMAS QUE SURGIREM À SUA FRENTE NÃO MAIS LHE PARECERÃO TÃO GRANDES OU ASSUSTADORES.



Renato J. Oliveira            19.03.2007



28.11.11

As bestas que recusamos abrandar.



“A sociedade cria as bestas,
se recusa a abrandá-las
para, mais tarde, matá-las!

Outras bestas nascem,
não recebem amparo social;
outras bestas nascem,
tudo fica igual!"



Renato J. Oliveira           01 de julho de 2001

23.11.11

Se minha vida interessasse a você


Você me pergunta aonde eu fui;
Você me pergunta aonde eu vou;
Você me pergunta o que vou fazer;
Você me pergunta o que eu fiz.
  
Se minha vida interessasse a você,
eu poderia até quem sabe matar a sua curiosidade;
Se minha vida interessasse a você,
Conversaria e te diria o que eu fiz;
Se minha vida interessasse a você,
Eu te diria que:

NÃO INTERESSA, NÃO INTERESSA,
NÃO INTERESSA,
NÃO TE INTERESSA O QUE EU PENSO
E O QUE EU FALO;
NÃO INTERESSA, NÃO INTERESSA,
NÃO INTERESSA,
NÃO TE INTERESSA O QUE EU GOSTO
E O QUE EU FAÇO!



Renato J. Oliveira          29 de julho de 1.992


* Eu tinha apenas 15 anos quando escrevi essa letra.
Lembro-me bem a quem dediquei, mas prefiro nem comentar (rsrsrss)

21.11.11

Diferença Gigante



“Olha só que diferença gigante:

De um lado o magnata, rico e em traje elegante

ostentando no olhar o orgulho ultrajante;

do outro o mendigo em sua vida errante

com a indigência no olhar lacrimejante!”



Renato J. Oliveira           17. 02. 2001


20.11.11

Sou Palmeiras!



FAÇO PARTE DE UMA TORCIDA VIBRANTE, 
NOS BONS E MAUS MOMENTOS A MAIS DIFERENTE,
TORCIDA QUE EXPRESSA A TODO INSTANTE: 
PALMEIRAS ONTEM, HOJE, AMANHÃ E SEMPRE!


TORCIDA QUE GRITA BEM ALTO NO ESTÁDIO: 
"PALMEIRAS, MINHA VIDA É VOCÊ!", 
OU QUE ACOMPANHA NA TV OU NO RÁDIO, 
INCENTIVANDO SEU TIME A VENCER.


SOU PALMEIRAS, SOU FELIZ, SOU CAMPEÃO, 
TRAJO O MANTO MAIS LINDO DO MUNDO; 
ALVIVERDE É A MINHA ALMA E MEU CORAÇÃO, 
NÃO DÁ PRA EXPLICAR ESSE AMOR PROFUNDO.


FAÇO PARTE DA TORCIDA QUE CANTA E VIBRA, 
POR NOSSO GLORIOSO ALVIVERDE INTEIRO, 
AQUELE QUE SEMPRE SOUBE SER BRASILEIRO, 
E QUE SEMPRE VAI OSTENTAR A SUA FIBRA.




E NÃO PRECISO PROVAR MEU AMOR A NINGUÉM, 
POIS PALMEIRENSE AMA O PALMEIRAS DE VERDADE, 
E NÃO APENAS QUANDO ELE ESTÁ BEM, 
MAS TODO DIA E COM A MESMA INTENSIDADE.


E SEREI PALMEIRAS NO AZAR OU NA SORTE, 
MESMO QUE TUDO DESABE OU QUE O MUNDO ACABE, 
SEREI PALMEIRAS NA VIDA OU NA MORTE, 
SEREI SEMPRE PALMEIRAS POR TODA A ETERNIDADE!


SOCIEDADE ESPORTIVA PALMEIRAS,
MUITO MAIS QUE UM TIME, MUITO MAIS QUE UM CLUBE, 
TENS A TORCIDA MAIS VIBRANTE E GUERREIRA, 
E NÃO HÁ NADA NESSE MUNDO QUE A MUDE!


Renato J. Oliveira                      06 de julho de 2.011












ADQUIRA OS LIVROS:


https://www.clubedeautores.com.br/book/255816--Titulos_e_Conquistas_do_Campeao_do_Seculo
284 Páginas






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264 PÁGINAS

UM LIVRO HISTÓRICO!

EDIÇÃO ILUSTRADA.





https://www.clubedeautores.com.br/book/255048--O_Almanaque_do_Derby_Paulista

456 PÁGINAS

Além de embarcar na história do Derby paulista, de sentir e imaginar o clima de tantas e tantas pelejas marcantes que construíram essa rivalidade, o leitor também terá a oportunidade de acompanhar os detalhes mais memoráveis da história da Sociedade Esportiva Palmeiras, como por exemplo, o dramático episódio da mudança de nome, e a luta contra o “sistema”. Os grandes erros de arbitragem desde os primeiros embates, os erros que determinaram derrotas e até perdas de campeonatos...


Relação de todos jogos do Derby Paulista;

Fatos Históricos;

Todos os títulos;

Edição ilustrada


_________________________________________





122 páginas


TUDO SOBRE A MAIOR HUMILHAÇÃO QUE O CORINTHIANS SOFREU EM TODA SUA HISTÓRIA.

TUDO SOBRE A CAMPANHA DE 1933 (ANO EM QUE O FUTEBOL FOI PROFISSIONALIZADO NO PAÍS).

Edição Ilustrada.

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Clique AQUI para acessar todas as matérias referentes ao Palmeiras



11.11.11

Mentiroso




SOMENTE  VOCÊ  SABE  TUDO,

SOMENTE  VOCÊ  É  IMPORTANTE;

SOMENTE  VOCÊ  TEM  DE  TUDO,

SOMENTE  VOCÊ  É  PRESTANTE.

SOMENTE  VOCÊ!

VOCÊ  SÓ  MENTE!

CONSTANTEMENTE  MENTE!



Renato J. Oliveira      01 de julho de 2001




5.11.11

Eternamente Raul Seixas




BIOGRAFIA

Raul Santos Seixas (Salvador, 28 de junho de 1945 — São Paulo, 21 de agosto de 1989) foi um famoso cantor e compositor brasileiro, frequentemente considerado um dos pioneiros do rock brasileiro. Também foi produtor musical da CBS durante sua estada no Rio de Janeiro, e por vezes é chamado de "Pai do Rock Brasileiro" e "Maluco Beleza".
Sua obra musical é composta de 21 discos lançados em seus 26 anos de carreira e seu estilo musical é tradicionalmente classificado como rock e baião, e de fato conseguiu unir ambos os gêneros em músicas como "Let Me Sing, Let Me Sing". Seu álbum de estreia, Raulzito e os Panteras(1968), foi produzido quando ele integrava o grupo Os Panteras, mas só ganhou notoriedade crítica e de público com as músicas de Krig-ha, Bandolo! (1973), como "Ouro de Tolo", "Mosca na Sopa", "Metamorfose Ambulante". Raul Seixas adquiriu um estilo musical que o creditou de "contestador e místico", e isso se deve aos ideais que vindicou, como a Sociedade Alternativa apresentada em Gita (1974), influenciado por figuras como Aleister Crowley.
Raul se interessava por filosofia (principalmente metafísica e ontologia), psicologia, história, literatura e latim e algumas crenças dessas correntes foram muito aproveitadas em sua obra, que possuía uma recepção boa ou de curiosidade por conta disso. Ele conseguiu gozar de uma audiência relativamente alta durante sua vida, e mesmo nos anos 80 continuou produzindo álbuns que venderam bem, como Uah-Bap-Lu-Bap-Lah-Béin-Bum! (1987) e A Panela do Diabo (1989), esse último em parceria com Marcelo Nova, e sua obra musical tem aumentado continuamente de tamanho, na medida em que seus discos (principalmente álbuns póstumos) continuam a ser vendidos, tornando-o um símbolo do rock do país e um dos artistas mais cultuados e queridos entre os fãs nos últimos quarenta anos.
Em outubro de 2008, a revista Rolling Stone promoveu a Lista dos Cem Maiores Artistas da Música Brasileira, cujo resultado colocou Raul Seixas figurando a posição 19ª, encabeçando nomes como Milton Nascimento, Maria Bethânia, Heitor Villa-Lobos e outros. No ano anterior, a mesma revista promoveu a Lista dos Cem Maiores Discos da Música Brasileira, onde seu Krig-ha, Bandolo! de 1973 atingiu a 12ª posição, demonstrando que o vigor musical de Raul Seixas continua a ser considerado importante hoje em dia.


INFÂNCIA

Raul Santos Seixas nasceu às 8 horas da manhã em 28 de Junho de 1945 numa família de classe média baiana que vivia na Avenida Sete de Setembro, Salvador. Seu pai, Raul Varella Seixas, era engenheiro da estrada de ferro e sua mãe, Maria Eugênia Santos Seixas, se dedicava às atividades domésticas. No próximo mês ele foi registrado no Cartório de Registro Civil de Salvador com o nome do pai e do avô paterno. Em 16 de setembro do mesmo ano, batizaram-no na Igreja Matriz da Boa Viagem.
Em 4 de dezembro de 1948, Raul Seixas ganhou um irmão, o único, Plínio Santos Seixas, com quem teria um bom relacionamento durante sua infância. Os estudos de Raul Seixas começaram em 1952, onde frequentou o curso primário estudando com a professora Sônia Bahia. Concluído o curso em 1956, fundou o Club dos Cigarros com alguns amigos. O trágico percurso escolar de Raul Seixas se iniciaria em 1957, quando ele ingressou no ginásio Colégio São Bento, onde foi reprovado na 2ª série por três anos. Um dos motivos da reprovação, segundo alguns biógrafos, é que ele, em vez de ir assistir as aulas, ouvia rock and roll — em seus primórdios — na loja Cantinho da Música. No mesmo ano, em 13 de Julho, Raul Seixas fundou o Elvis Rock Club com o amigo Waldir Serrão. Segundo a jornalista Ana Maria Bahiana, é através de Serrão que Raul Seixas começou a sair de casa e a manter uma vida social mais ampla. Segundo Raul, o encontro com Waldir foi fantástico: "me preparei todo, botei a gola pra cima, botei o topete, engomei o cabelo, e fiquei esperando ele, masclando chiclete". O Elvis Rock Club era como uma gangue, que procurava brigas na rua, fazia arruaça, roubava bugigangas e quebrava vidraças. Embora Raul não gostasse muito disso, "ia na onda, pois o rock (pelo menos a meu ver) tinha toda uma maneira de ser".
Então, a família resolveu matricular Raul num colégio de padres, o Colégio Interno Marista, onde ele alcançou a 3ª série em 1960, mas acabou repetindo o estágio em 1961. Ao que tudo indica, nessa época Raul Seixas começou a se interessar pela leitura. O pai de Raul Seixas amava os livros e possuía uma vasta biblioteca em casa. Tão logo decifrou o mistério das letras, o garoto pôs-se a ler os volumes que encontrava na biblioteca do pai Raul. Sendo assim, as histórias que lia na biblioteca fermentavam sua imaginação e, com os cadernos do colégio, fazia desenhos, criava personagens, enredos, para depois vender ao irmão quatro anos mais novo, que acabava ficando interessado e comprava os esboços. Segundo Raul, um dos personagens principais dessas histórias era um cientista maluco chamado "Mêlo" (algo como "amalucado"), que viajava para diversos lugares imáginarios como o Nada, o Tudo, Vírgula Xis Ao Cubo, Oceanos de Cores. Segundo Raul, Melô era sua "outra parte, a que buscava as respostas, o eu fantástico, viajando fora da lógica em uma maquinazinha em que só cabia um só passageiro... Melô-eu." Plínio ficava horas ouvindo o irmão contar suas histórias, dentro do quarto dos dois, e Raul frequentemente encenava os personagens como um ator.
Ambos os irmãos tinham algo em comum: adoravam literatura, mas odiavam a escola. Mais tarde, já maduro, Raul Seixas diria: "Eu era um fracasso na escola. A escola não me dizia nada do que eu queria saber. Tudo o que aprendia era nos livros, em casa ou na rua. Repeti cinco vezes a segunda série do ginásio. Nunca aprendi nada na escola. Minto. Aprendi a odiá-la." De um modo ou de outro, Raul Seixas precisava frequentar a escola vez ou outra. Em uma determinada ocasião, o pai perguntou a Raul como ele ia na escola e pediu seu boletim. Raul mostrou um boletim falsificado, com todas as matérias resultando em um 10. O pai questionava se ele havia estudado, mas Maria Eugênia interrompia, dizendo algo como "Estudou nada, ficou aí ouvindo rock o tempo inteiro, essa porcaria desse béngue-béngue, de élvis préji, de líri ríchi e gritando essas maluquices." Os pais de Raul, como toda a geração da época, estranhavam o rock e ele não era muito bem-vindo entre as famílias.


OS PANTERAS



Embora Raul mantivesse um gosto muito sincero pela música, seu sonho maior era ser escritor como Jorge Amado. Na sua cidade, escutavam Luís Gonzaga todos os dias, nas praças, nas casas, em todos os estabelecimentos. Enquanto isso Raul junta-se a cena do Rock que se formava em Salvador. "Em 54/55, ninguém sabia o que era rock. Eu tocava e me atirava no chão imitando Little Richard." . Com o passar do tempo a banda que chegou a ter diversos nomes, como Relampagos do Rock, formadas então pelos irmãos Délcio e Thildo Gama, passa por várias formações e em 1963, passa a se chamar The Panters, banda que agora já se tornara sensação de Salvador. A fama se espalha, e a banda é rebatizada pelo nome Os Panteras. Nessa época Raul casa-se com a americana Edith Wisner.
Em 1968, Raulzito e Os Panteras gravam seu primeiro e único Disco, Raulzito e Os Panteras. Assinando contrato com a gravadora Odeon, após encontrarem Chico Anísio e o rei Roberto Carlos, que os reconheceu nos corredores de uma grande gravadora. O Disco no entanto não teria sucesso de critica nem de público. Eládio Gilbraz, um dos panteras, diria: " De um lado havia a inexperiência de quatro rapazes, recém-chegados da Bahia, falando em qualidade musical, agnoticismo, mudança de conceitos e sonhos. Do outro lado, uma multinacional que só falava em 'comercial". Talvez não tenha sido o disco que o grupo imaginara, mas nosso sonho era gravar um disco.
A partir daí, Raulzito e Os Panteras passariam sérias dificuldades no Rio de Janeiro. Raul morava em Ipanema, e ia a pé até o centro da cidade para tentar divulgar suas músicas, não obtendo sucesso. Embora algumas vezes os Panteras recebiam ajuda de Jerry Adriani, tocando assim como banda de apoio para o mesmo, que segundo Raul o deu muita experiência e o ajudou a descobrir como se comunicar, segundo ele, suas "músicas eram muito herméticas". Raulzito passaria então fome no Rio de Janeiro (como mais tarde escreveria em Ouro de Tolo).


Yê-yê-yê realista
Raul Seixas estava totalmente abalado pelo fracasso com Os Panteras, e a sua volta a Salvador. Escrevia ele: "Passava o dia inteiro trancado no quarto lendo filosofia, só com uma luz bem fraquinha, o que acabou me estragando a vista [...] Eu comprei uma motocicleta e fazia loucuras pela rua." No entanto a sorte começaria a mudar, um dia, conhece na Bahia um diretor da CBS Discos. Mais tarde ele convidaria Raul para ser produtor da gravadora. Sem pensar duas vezes, ele faz as malas, junto a Edith, e volta para o Rio.
Raul volta ao Rio para usar seus enciclopédicos conhecimentos de música como produtor fonográfico. Nos cadernos de composições de Raul começaria a ser alimentada uma revolução.
Esta seria a segunda chance de Raul, apostando no talento do amigo, Jerry Adriani convence o então presidente da CBS, Evandro Ribeiro, a dar a Raulzito um emprego de produtor. Raulzito trabalhou anonimamente por um bom tempo.
Raul após ter entrado na CBS, fez grandes aliados e amigos. Ainda em 1968, a dupla Os Jovens e a banda The Sunshines apostaram em suas letras. No entanto, Raul faria um grande amigo e parceiro: Leno, da dupla Leno e Lilian. "Raulzito sempre esteve 20 anos adiante de seu tempo e Leno o compreendia; na verdade, sempre houve uma grande admiração mútua". Diria Arlindo Coutinho, da relações públicas da CBS. Em seu compacto duplo Papel Picado, lançado em 1969, Leno registrou Um Minuto Mais, versão de Raulzito para I Will (nada a ver com a canção de Paul McCartney). Também não se pode esquecer de Mauro Motta, outro grande parceiro de Raul nesta fase.
Jerry Adriani decide convocar Raulzito para ser o produtor de seus discos. No álbum de 1969, aproveitou para gravar uma de suas músicas, Tudo Que É Bom Dura Pouco. Naquela mesma época, outros ídolos da Jovem Guarda também apadrinharam Raulzito gravando suas letras como Ed Wilson, Renato e seus Blue Caps, Jerry Adriani, Odair José.
1970 marcou o início de uma fase muito ativa na carreira de Raulzito, como produtor da CBS. Primeiramente, suas composições passaram a ser gravadas pelos artistas do cast da gravadora. Passou o ano produzindo discos para Tony & Frankye, Osvaldo Nunes, Jerry Adriani, Edy Star e Diana, além de escrever uma quantidade enorme de músicas para os colegas da gravadora. Algumas de muito sucesso, como Doce doce amor (Jerry Adriani), Ainda queima a Esperança (Diana) e Se ainda existe amor (Balthazar). Raulzito nessa época passa a ter um bom emprego de respeitado produtor, que conseguira lançar suas composições como Hits na voz de outros cantores e produzir grandes artistas. Mas Raulzito não se conformava apenas com isso, com o apoio de Sergio Sampaio, Raul passa cada vez mais a realimentar os sonhos de quando ainda morava em Salvador, que era ser um cantor.
Ao lado de Leno, Raulzito participa do disco Vida e Obra de Johnny McCartney, disco solo de Leno, em que ambos buscam novos caminhos e experimentações. Juntos assinam letras e composições em parcerias. Foi o primeiro Lp gravado em oito canais no Brasil. As letras do Disco foram censuradas, e o Disco não foi lançado na época. Outro projeto mal sucedido seria a Sociedade da Grã-Ordem Kavernista Apresenta Sessão das 10 onde Raul Seixas deu inicio a produção de um projeto de ópera-rock, tendo as letras mutiladas pela censura do Regime Militar. O Sociedade Grã Ordem Kavernista era um disco Anarquico, inspirado em Frank Zappa e o então cultuado Disco Sgt. Pepper's Lonely Hearts Club Band dos Beatles misturado a elementos brasileiros, como samba, chorinho, baião. O Movimento no entanto não dera certo.


AUGE E QUEDA

No início dos anos 1970, Raul decide participar do Festival Internacional da Canção, de 1972, sendo convencido pelo amigo e parceiro Sérgio Sampaio. Raul inscreve-se no Festival duas de suas músicas, Let me sing My Rock n Roll, defendida pelo próprio Raul e Eu sou eu e Nicuri é o diabo, defendida por Lena Rios & Os Lobos, ambas chegam a final, obtendo sucesso de critica e de público. Na época, Raul também se interessa por um artigo sobre extraterrestres publicado na revista A Pomba e teve o seu primeiro contato com o escritor Paulo Coelho, que mais tarde, se tornaria seu parceiro musical.
No ano de 1973, Raul conseguiu um grande sucesso com a música "Ouro de Tolo" no álbum Krig-ha, Bandolo!, uma música com letra quase autobiográfica, mas que debocha da Ditadura e do "Milagre Econômico".
O mesmo LP também continha outras músicas que se tornaram grandes sucessos, como: "Metamorfose Ambulante, "Mosca na Sopa" e Al Capone.
Raul Seixas finalmente alcançou grande repercussão nacional como uma grande promessa de um novo compositor e cantor. Porém, logo a imprensa e os fãs da época foram aos poucos percebendo que Raul não era apenas um cantor e compositor.
No ano de 1974, Raul Seixas e Paulo Coelho criam a Sociedade Alternativa, uma sociedade baseada nos preceitos do bruxo inglês Aleister Crowley, onde a principal lei é "Faze o que tu queres, há de ser tudo da Lei". Em todos os seus shows, Raul divulgava a Sociedade Alternativa com a música de mesmo nome. A Ditadura, então, através do DOPS (Departamento de Ordem Política e Social) prendeu Raul e Paulo, pensando que a Sociedade Alternativa fosse um movimento armado contra o governo. Depois de torturados, Raul e Paulo foram exilados para os Estados Unidos onde Raul Seixas teria supostamente se encontrado com John Lennon. No entanto, o seu LP Gita gravado poucos meses antes faz tanto sucesso, que ambos voltaram ao Brasil. O álbum Gita rendeu a Raul um disco de ouro, após vender 600.000 cópias. Ainda neste ano, Raul separa-se de Edith, que vai para os Estados Unidos com a filha do casal, Simone.
Em 1975, casa-se com Gloria Vaquer, e grava o LP Novo Aeon, onde Raul compôs uma de suas músicas mais conhecidas, "Tente Outra Vez". O LP, porém, vendeu menos de 60 mil cópias.
Em 1976, Raul supera a má-vendagem do disco anterior com o disco Há Dez Mil Anos Atrás. Neste mesmo ano, nasce sua segunda filha, Scarlet.
Naquele final de década as coisas começaram a ficar ruins para Raul. A parceria com Paulo Coelho é desfeita. O cantor lança três discos pela WEA (hoje Warner Music Brasil), a partir de 1977, que fizeram sucesso de público e desgosto na crítica (O Dia Em Que A Terra Parou, que continha canções como "Maluco Beleza" e "Sapato 36"; Mata Virgem, em 1978 e Por Quem Os Sinos Dobram, em 1979). Por volta deste período, intensifica-se a parceria com o amigo Cláudio Roberto Andrade de Azevedo (geralmente creditado como Cláudio Roberto), com quem Raul compôs várias de suas canções mais conhecidas.
A partir do ano de 1978, começa a ter problemas de saúde devido ao consumo de álcool, que lhe causa a perda de 1/3 do pâncreas. Separa-se de Glória, que vai embora para os EUA levando a filha Scarlet. Neste ano, conhece Tania Menna Barreto, com quem passa a viver.
No ano de 1979, separa-se de Tania. Começa então a depressão de Raul Seixas junto com uma internação para tratar do alcoolismo. Conhece Angela Affonso Costa, a Kika Seixas, sua quarta companheira.
Altos e baixos

No ano de 1980, assina novamente contrato com a CBS (desta vez como cantor) lançando mais um álbum, Abre-te Sésamo, que contém outros sucessos e têm as faixas "Rock das 'Aranha'" e "Aluga-se" censuradas. Logo depois o contrato é rescindido.
Em 1981 nasce a terceira filha, Vivian, fruto de seu casamento com Kika.
Em 1982 faz um show na praia do Gonzaga, em Santos, reunindo mais de 150 mil pessoas. No mesmo ano, Raul apresenta-se bêbado em Caieiras, São Paulo, e é quase linchado pela platéia que não acredita que Raul é o próprio, mas um impostor.
Desde 1980 Raul estava sem gravadora e agora também sem perspectiva de um novo contrato. Mergulhado na depressão, Raul afunda-se nas drogas. Porém, em 1983, Raul é convidado para gravar um disco pelo Estúdio Eldorado. Logo depois, Raul é convidado para gravar o especial infantil Plunct, Plact, Zuuum da Rede Globo, onde canta a música "Carimbador Maluco". O álbum Raul Seixas (1983), que continha a canção, dá à Raul mais um disco de ouro. Em 1984 grava o LP "Metrô Linha 743" pela gravadora Som Livre. Mas depois Raul teve as portas fechadas novamente, devido ao seu consumo excessivo de álcool e constantes internações para desintoxicação. Também em 1984 a Eldorado lança o disco Ao Vivo - Único e Exclusivo.
Em 1985, separa-se de Kika Seixas. Faz um show em 1 de dezembro 1985, no Estádio Lauro Gomes, na cidade de São Caetano do Sul. Só voltaria a pisar no palco no ano de 1988, ao lado de Marcelo Nova.
Conseguindo um contrato com a gravadora Copacabana, em 1986 (de propriedade da EMI), grava um disco que foi lançado somente no ano seguinte, devido ao alcoolismo de Raul. O disco Uah-Bap-Lu-Bap-Lah-Béin-Bum! faz grande sucesso entre os fãs, chegando a ganhar disco de ouro e estando presente até em programas de televisão, como o Fantástico. Nesta época, conhece Lena Coutinho, que se torna sua companheira. A partir desse ano, estreita relações com Marcelo Nova (fazendo uma participação no disco Duplo Sentido, da banda Camisa de Vênus).
Um ano mais tarde, 1988, já separado de Lena, faz seu último álbum solo, A Pedra do Gênesis.
A convite de Marcelo Nova, faz alguns shows em Salvador, após três anos sem pisar num palco.
No ano de 1989, faz uma turnê com Marcelo Nova, agora parceiro musical, totalizando 50 apresentações pelo Brasil. Durante os shows, Raul mostra-se debilitado. Tanto que só participa de metade do show, a primeira metade é feita somente por Marcelo Nova.


MORTE

As 50 apresentações pelo Brasil resultaram naquele que seria o último disco lançado em vida por Raul Seixas. O disco foi intitulado de A Panela do Diabo, que foi lançado pela Warner Music Brasil no dia 22 de agosto de 1989.
Na manhã do dia 21 de agosto, Raul Seixas foi encontrado morto sobre a cama pela sua empregada Dalva, por volta das oito horas da manhã em seu apartamento em São Paulo, vítima de uma parada cardíaca: seu alcoolismo, agravado pelo fato de ser diabético, e por não ter tomado insulina na noite anterior, causaram-lhe uma pancreatite aguda fulminante. O LP A Panela do Diabo vendeu 150.000 cópias, rendendo a Raul um disco de ouro póstumo, entregue à sua família e também a Marcelo Nova, tornando-se assim um dos discos de maior sucesso de sua carreira. Raul foi velado pelo resto do dia no Palácio das Convenções do Anhembi. No dia seguinte seu corpo foi levado por via aérea até Salvador e sepultado às 17 horas, no Cemitério Jardim da Saudade.


APÓS A MORTE
Depois de sua morte, Raul permaneceu entre as paradas de sucesso. Foram produzidos vários álbuns póstumos, como O Baú do Raul (1992), Raul Vivo (1993 - Eldorado), Se o Rádio não Toca... (1994 - Eldorado) e Documento (1998). Inúmeras coletâneas também foram lançadas, como Os Grandes Sucessos de Raul Seixas de (1993), a grande maioria sem novidades, mas algumas com músicas inéditas como As Profecias (com uma versão ao vivo de "Rock das Aranhas") de 1991 e Anarkilópolis (com "Cowboy Fora da Lei Nº2") de 2003. Sua penúltima mulher, Kika, já produziu um livro do cantor (O Baú do Raul), baseado em escritos dos diários de Raul Seixas desde os seis anos de idade até a sua morte.
Em 2004, o canal a cabo Multishow promoveu um show especial de tributo a Raul, intitulado O Baú do Raul: Uma Homenagem a Raul Seixas. O show, gravado na Fundição Progresso (Rio de Janeiro) e lançado em CD e DVD, contou com artistas como Toni Garrido, CPM 22, Marcelo D2, Gabriel o Pensador, Arnaldo Brandão, Raimundos, Nasi, Caetano Veloso, Pitty e Marcelo Nova (os três últimos baianos, como Raul).
Mesmo depois de sua morte, Raul Seixas continua fazendo sucesso entre novas gerações. Vinte anos depois de sua morte, o produtor musical Mazzola, amigo pessoal de Raul, divulgou a canção inédita "Gospel", censurada na década de 1970. A canção foi incluída na trilha sonora da telenovela Viver a Vida, da Rede Globo.




DISCOGRAFIA

Raulzito e os Panteras
1968 - Raulzito e os Panteras

Sociedade da Grã-Ordem Kavernista
1971 - Sociedade da Grã-Ordem Kavernista Apresenta Sessão das 10 (Com Sérgio Sampaio, Míriam Batucada e Edy Star)
Carreira Solo

Álbuns de estúdio

1973 - Krig-ha, Bandolo!
1973 - Os 24 Maiores Sucessos da Era do Rock
1974 - Gita
1975 - Novo Aeon
1976 - Há 10 Mil Anos Atrás
1977 - Raul Rock Seixas
1977 - O Dia Em Que a Terra Parou
1978 - Mata Virgem
1979 - Por Quem os Sinos Dobram
1980 - Abre-te Sésamo
1983 - Raul Seixas
1984 - Metrô Linha 743
1987 - Uah-Bap-Lu-Bap-Lah-Béin-Bum!
1988 - A Pedra do Gênesis
1989 - A Panela do Diabo (Com Marcelo Nova)

Álbuns ao vivo
1975 - Hollywood Rock (Falso álbum ao vivo, lançado somente em LP, e dividido com Erasmo Carlos, O Peso e Rita Lee & Tutti Frutti)
1984 - Ao Vivo - Único e Exclusivo
1991 - Eu Raul Seixas (Show na Praia do Gonzaga, Santos, 1982)
1993 - Raul Vivo (Reedição de Ao Vivo - Único e Exclusivo com faixas extras)
1994 - Se o Rádio não Toca... (Show em Brasília, 1974)

Compactos
1993 - A Maçã / Como Vovó Já Dizia / Sociedade Alternativa / Gita (CD - Philips)
1993 - Jay Vaquer Featuring Raul Seixas - Mosca na Sopa / 72 en 92 (CD - Girl/USA)
1998 - Morning Train (Promo - CD - MZA/Polygram)
1998 - É Fim de Mês (Promo - CD - MZA/Polygram)

Coletâneas
1981 - O Melhor De Raul Seixas
1982 - A arte de Raul Seixas
1983 - O Pacote Fechado de Raul Seixas
1985 - Let Me Sing My Rock And Roll
1985 - Raul Seixas Rock
1986 - Caminhos
1986 - Raul Rock Seixas Volume 2
1987 - Caroço de Manga
1988 - Metamorfose Ambulante
1988 - O Segredo do Universo
1988 - Raul Seixas Para Sempre
1990 - Maluco Beleza
1991 - As Profecias (Contém uma faixa inédita)
1992 - O Baú do Raul
1993 - Os Grandes Sucessos de Raul Seixas
1994 - Minha História
1995 - Geração Pop Vol.2: Raul Seixas
1996 - MPB Compositores 4: Raul Seixas
1998 - Documento
1998 - 20 Grandes Sucessos de Raul Seixas
1998 - Preferência Nacional
1998 - Música! O Melhor da Música de Raul Seixas
1999 - Brilhantes: Raul Seixas
1999 - Millennium: Raul Seixas
2000 - Areia da Ampulheta
2000 - Enciclopedia Musical Brasileira
2001 - Warner 25 Anos: Raul Seixas
2002 - Série Identidade: Raul Seixas
2002 - Série Gold: Raul Seixas
2003 - Anarkilópolis (Contém duas faixas inéditas)
2003 - Os Melhores do Maluco Beleza
2004 - Essential Brasil: Raul Seixas
2005 - O Baú do Raul Revirado (CD com raridades vendido somente com o livro de mesmo nome)
2005 - Novo Millennium: Raul Seixas
2005 - Série Bis: Raul Seixas
2006 - Warner 30 Anos: Raul Seixas
2008 - Sem Limite: Raul Seixas
2009 - 20 Anos sem Raul Seixas (Reedição de Documento com uma faixa inédita extra)
Caixas
1995 - Série Grandes Nomes: Raul (Caixa com 4 CDs e livreto ilustrado)
2002 - Maluco Beleza (Caixa com 6 CDs e livro ilustrado)
2009 - 10.000 Anos à Frente (Reedição da caixa Maluco Beleza)
Participações

Trilhas sonoras

1973 - A Volta de Beto Rockfeller
1973 - Rosa dos Ventos
1974 - O Rebu
1983 - Plunct, Plact, Zuuum
1984 - Plunct, Plact, Zuuum II
2002 - Cidade de Deus
2009 - Viver a Vida

Outros álbuns
1972 - Carnaval Chegou (Coletânea com vários artistas. Raul canta a faixa Eterno Carnaval)
1973 - Phono 73 O Canto de um Povo - Volume 1 (LP gravado ao vivo em 1973 com vários artistas da gravadora Philips. Raul aparece com a música Loteria de Babilônia)
1979 - O Banquete dos Mendigos (LP duplo gravado ao vivo em 1973 com vários artistas. Raul aparece com a faixa Cachorro - Urubu)
1987 - Duplo Sentido (LP duplo da banda baiana Camisa de Vênus no qual Raul canta na faixa Muita Estrela, Pouca Constelação)
1995 - Vida e Obra de Johnny McCartney - Álbum do cantor e compositor Leno, gravado (e censurado) em 1971. Raulzito (Raul Seixas) participa na produção, composições e vocais.
Tributos

2004 - O Baú do Raul: Uma Homenagem a Raul Seixas


Fonte: Wikipedia