28.2.13

EGO, inimigo pessoal




 Há algo dentro de cada um de
nós que, se não bem conduzido,
pode vir a causar
sérios estragos ou até mesmo
a morte de algumas de nossas
mais singelas virtudes.

Esse nosso hóspede permanente
se chama
E G O .






26.2.13

Filme: Cão Vermelho




O filme Cão Vermelho (Red Dog) conta a história real de um cachorro da raça Kelpie Australiano que viveu na região de Pilbara (oeste da Austrália) nos anos 70.

É um filme envolvente, uma mistura de aventura, comédia e drama, lançado em 2.011, inspirado no livro homônimo de Louis de Bernières, lançado em 2.001 (aqui no Brasil em 2.004).



Sinopse: 
Desde que o seu segundo dono, um caminhoneiro chamado John Stazzonelli morreu, em 1975, Tally Ho (o nome orignal do cão) passou a andarilhar por conta própria pelo desértico outback australiano em busca do seu primeiro dono: Colonel Commings. 
Red Dog (Cão Vermelho) ganhou esse apelido pelos membros das comunidades que ele frequentava, por causa da poeira vermelha do oeste australiano. Ele foi “adotado” por muitas pessoas desde então, incluindo uma veterinária que passou a cuidá-lo; e também feito membro de várias instituições, incluindo a União de Transportes da Austrália.

Direção: Kriv Stenders
Roteiro: Daniel Taplitz, Louis de Bernières

Elenco:
Alex Williamson (Miner)
Arthur Angel (Vanno)
Bill Hunter
Brett Heath (Sam-man)
Costa Ronin (Dzambaski)
Eamon Farren (Dave)
Jacqy Phillips (Mrs. Cribbage)
John Batchelor (Peeto)
John Leary (Barry)
Josh Lucas (I) (John Grant)
Keisha Castle-Hughes (Rose)
Koko (Red Dog)
Loene Carmen (Maureen)
Luke Ford (Thomas)
Neil Pigot (Vet)
Noah Taylor (Jack Collins)
Paul Blackwell (Mr. Cribbage)
Rachael Taylor (Nancy)
Rohan Nichol (Jocko)
Shingo Usami (Ray)
Tiffany Lyndall-Knight (Patsy)
Yure Covich (Sandanski)


Produtores: 
Aaron Ryder, Julie Ryan, Marc van Buuren, Nelson Woss, Su Armstrong

País de Origem: 
Austrália

Estreia Mundial: 4 de Agosto de 2011


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O LIVRO:

"No início de 1998 fui a Perth, na Austrália, com o objectivo de participar num festival literário. Previamente acordada estava uma visita a Karratha, onde deveria integrar,também, um jantar literário. Karratha é uma cidade no Norte, composta por várias áreas de terra vermelha, rocha e mato. A paisagem é extraordinária. Imagino que Marte deve ser semelhante. 
Decidi explorar a zona e descobri uma estátua de bronze – o Cão Vermelho – nas imediações da cidade de Dampier. Senti imediatamente que tinha de desvendar o passado daquele cão (…).

Regressei alguns meses mais tarde e passei duas maravilhosas semanas a recolher histórias sobre ele e a visitar os lugares por onde ele passara, escrevendo à medida que viajava.

Espero que o meu gato nunca descubra que escrevi uma história em honra de um cão."


Louis de Bernières



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CURIOSIDADES:


* Em 1.983, Nancy Gillespie, companheira de John Grant, lançou o pequeno livro "Red Dog"; 38 páginas narrando a história do Cão vermelho.


* O verdadeiro Cão Vermelho nasceu em 1.971 e morreu em 20 de Novembro de 1.979.



* Ele chegou a ter até uma conta bancária, e após sua morte ganhou uma estátua na cidade de Dampier, onde ele costumava aparecer bastante.




* "Cão Vermelho" foi considerado o Melhor Filme Australiano de 2.011. 






25.2.13

Homenagem a Junqueira



José Junqueira de Oliveira (Vargem Grande do Sul, São Paulo, 26 de fevereiro de 1910 — São Paulo, 25 de abril de 1985) foi um jogador de futebol brasileiro. Junqueira foi considerado o melhor zagueiro que a Sociedade Esportiva Palmeiras já teve antes do famoso jogador Luís Pereira. Foi o primeiro jogador a ser homenageado com um busto no Estádio Palestra Itália. Depois dele apenas Ademir da Guia e Waldemar Fiúme receberam tal homenagem.


Biografia
Junqueira vestiu a camisa do Palmeiras de 1931 a 1945 conquistando diversos títulos. O Palestra Itália/Palmeiras foi único clube que defendeu em toda a carreira. Começou no Palestra e terminou no Palmeiras. Também foi capitão por diversas vezes da Seleção Paulista, além de ter feito algumas participações com a camisa da Seleção Brasileira na década de 1940.

Foi um dos maiores zagueiros da história do Palmeiras. Capitão da equipe durante todo o período em que jogou com a camisa alviverde. Participou da Seleção Paulista e também da Brasileira. O Palmeiras foi o único clube da carreira de Junqueira. Por este motivo, ganhou um busto em bronze nos jardins do Palestra Itália. É o maior vencedor do Campeonato Paulista no Palmeiras, com 7 conquistas.


Estatísticas (Porcopédia)
Partidas pelo Palmeiras: 326
Número de Vitórias: 201
Número de Empates: 73
Número de Derrotas: 52
Gols pelo Palmeiras: 0


Estatísticas (Palestrinos)

Jogos: 341 jogos de 1931 a 1945
Estreia: 23/08/1931 Palestra Itália 0x0 Comercial de Ribeirão Preto-SP – Amistoso
Despedida: 30/12/1945 Palmeiras 3x3 Corinthians-SP – Amistoso
*** O maior vencedor de títulos Paulistas pelo Palestra - Palmeiras: 7 Paulistas mais o Extra de 1938


Títulos e Conquistas:
1931 - Taça C. Giusti
1931 - Torneio Estadual Pró-Estádio
1931 - Taça Luiz Astorri
1931 - Taça Pinon Hauzer
1931 - Taça 14 de Julho
1931 - Taça Diário Nacional
1931 - Taça Saponácio Radium1
1931 - Festival de Aniversário do Syrio
1931 - Troféu A Bola
1932 - Campeonato Paulista
1932 - Taça APEA
1932 - Taça Giuseppe Garibaldi
1932 - Troféu Campeões da APEA
1933 - Campeonato Paulista
1933 - Torneio Rio São Paulo
1933 - Troféu Campeões da APEA
1933 - 1934 - Taça dos Invictos
1933 - Taça APEA
1933 - Taça O Dia
1933 - Taça Filizolla
1934 - Campeonato Paulista
1934 - Taça Prefeitura de Poços de Caldas
1934 - Taça Revanche
1934 - Taça Fluminense
1934 - Taça APEA
1935 - Taça União
1935 - Taça de Campeões SP-Santos
1935 - Torneio Início do Campeonato Paulista
1936 - Campeonato Paulista
1936 - Taça Porto Alegre
1936 - Troféu Campeões da APEA
1936 - Desafio Internacional de Clubes Brasil – Argentina
1937 - Taça Palestra Italia
1937 - Taça Aniversário
1937 - Taça de Campeões São Paulo-Bahia
1937 - Taça Prefeitura Municipal
1938 - Taça Conde Francisco Matarazzo
1938 - Campeonato Paulista Extra
1938 - Torneio do Paraná
1938 - Torneio de Fortaleza
1938 - Troféu Campeões da APEA
1938 - Taça Francisco Matarazzo
1938 - Taça Cidade de Birigui
1938 - Troféu Getúlio Vargas
1939 - Taça Máquinas Tonnanin
1939 - Torneio do Luzitano
1939 - Torneio Início do Campeonato Paulista
1939 - Taça Cidade de Amparo
1939 - Taça Carlo Nicolino
1940 - Campeonato Paulista
1940 - Taça Anita Pastore D'Angela
1940 - Taça Sabato D'Angelo
1940 - Taça Sudan
1940 - Torneio dos Campeões (Inauguração do Pacaembu)
1940 - Troféu Leader Sportivo
1941- Taça Lourenço Betti
1941- Taça Alviverde
1941- Taça Pinto de Castro
1941- Taça Cavalheiro Ernesto Giuliano
1942 - Campeonato Paulista
1942 - Torneio Início do Campeonato Paulista
1942 - Troféu Campeoníssimo
1942 - Taça Valvula Hidra
1942 - Taça Vida Esportiva Paulista
1942 - Troféu Tuffy-Fried
1942 - Taça Taquaritinga
1943 - Taça Nossa Senhora das Dores
1944 - Campeonato Paulista
1944 - Taça Choque Rei
1945 - Taça Aniversário do Fortaleza de Sorocaba
1945 - Taça A Semana Inglesa
1945 - Troféu Antonio Feliciano
1945 - Taça A Favorita
1945 - Troféu Tuffy-Fried1

Fonte: Palestrinos




“Quitinha”
Por Iolanda Minitti
1941
JUNQUEIRA! JUNQUEIRA! JUNQUEIRA!  Quantas vezes este brado sacudiu nossas Praças de esportes! E o público emocionado acompanhava as calmas jogadas do “Homem Elástico”, que na zaga esquerda, tanto palestrina como paulista, deixava “tontos” ponteiros e meias contrários. Junqueira é indiscutivelmente o protótipo do futebolista. Não foi ele – infelizmente – contaminado pelo “vírus” do convencimento, como muitos outros campeões. Além de “Mago da Pelota” é rapaz muito simpático e de fino trato.
Vamos procurar descrevê-lo: alto, porte soberbo, tez moreno, cabelo aloirado, ligeiramente ondulado, dentes alvos, olhos “castanhos vivos”, em que se lê perfeitamente uma de suas maiores virtudes: a franqueza. Por um dever de lealdade, porém avisamos às nossas leitoras que “Mestre” Junqueira não é solteiro... Há sete anos  é o marido modelar da virtuosa sra. Maria Aparecida Orsi. Portanto... quem avisa amigo é...
Encontramos “Mestre” Junqueira no Parque Antártica, por ocasião do treino costumeiro dos palestrinos. Ao saber que desejávamos entrevistá-lo, colocou-se a nossa disposição.
José Junqueira de Oliveira, vulgo “Quitinha”, é natural de Vargem Grande, neste estado, onde veio ao mundo, em 26 de fevereiro de 1910. São seus progenitores José de Oliveira Costa e sra. Guilhermina de Oliveira. Mal sabia andar e já se entusiasmava pelo futebol. Quando pegava numa bola, não havia santo que a fazia largar. Estava trabalhando para ser campeão; jamais poderia fugir ao que deveria ser, e não fugiu, para gáudio de seus “fã”. Aos 12 anos, iniciou-se de vez, quando entrou para o quadro Ginásio Diocesano de Botucatu, onde permaneceu por bem 4 longos anos, sempre como “back” direito. Transferiu-se para Araraquara, passou a defender as cores do Mackenzie College, sempre na mesma posição. Ali permaneceu dois anos e meio. Depois, foi o nosso “Junca” para o Paraná onde ficou sem contato com a bola quase três anos. Tende fixado residência na terra dos pinheirais, desinteressou-se (aparentemente) do “pébol”. Quem o descobriu foi o pranteado cav. Ernesto Giuliano, um dos palestrinos da velha guarda, que convidou-o à treinar no alvi-verde.
Nesse tempo, 1931 era Bianco Spartaco Gambini, o popular “gorrinho vermelho” o treinador do Palestra. Sendo Loschiavo zagueiro direito titular, foi Junqueira deslocado para a esquerda, onde se adaptou perfeitamente , conseguindo “abafar”, como se diz vulgarmente. Durante dois anos, formou a zaga alvi-verde com Loschiavo. Em 1933 Carnera ingressou nas fileiras palestrinas, e daí, surgiu a mais famosa zaga brasileira de todos os tempos, e que até hoje é a mais firme dos nossos campos: CARNERA-JUNQUEIRA.
Perguntamos quantas vezes Junqueira foi campeão... ao que ele nos retrucou: “Fui tri-campeão para meu clube 32, 33 e 34: em 33 além de ser Campeão Paulista, fui campeão brasileiro e inter-estadual. Portanto, num ano, três vezes campeão. Em 1936, novamente o Palestra conquistou o título, e agora, em 1940 também sagrou-se Campeão Paulista. Junqueira, pois, como se vê, já foi sete vezes campeão. É conta de mentiroso mas é verdade.
Indagamos nosso grande zagueiro, o que ele pensava do atual campeonato, e ele respondeu com toda franqueza: “Para falar a verdade, começamos muito mal, pois estamos em terceiro lugar com três pontos perdidos. Nossa entrevista estava por findar, quando arriscamos mais uma pergunta: Como se acha no Palestra?
“Contentíssimo. Todo mundo é camarada.
Cada dia que passa , mais satisfeito me sinto no Palestra Italia onde espero e conto permanecer no mínimo por mais dez anos...”




O Símbolo Junqueira
Por  Vicenzo Ragognetti
1943
Há dias, na sede do Palmeiras, ex-Palestra, a melhor sede dos clubes  bandeirantes, ao lado da sua arquibancada social, inaugurou-se  o busto de José Junqueira de Oliveira, o Quita de todos os palestrinos, o mais “velho” defensor da camiseta verde.
O fato não é novo. Também o Corinthians tem o busto do seu jogador mais querido, o que nunca trocou de camisa, o incrível Neco, pulsante e vibrante, que incarna o tipo completo do jogador corintiano.
Mas o caso de Junqueira, há uma grande singular novidade: o busto de Neco foi feito para um jogador amador. No tempo de Neco não havia profissionalismo no nosso País, e, por conseguinte, não havia gordas luvas, sedutores contratos, gostosos ordenados, e, sobretudo, gulosos prêmios para cada vitória difícil. Conhecendo, como conheci, o Neco dos meus tempos, creio eu, que bem dificilmente ficaria no Corinthians.
Entretanto, Junqueira entrou para o profissionalismo em plena forma, em pleno vigor das suas forças físicas, em plena eficiência no seu lugar escabroso de zaga, ficou no Palmeiras, sossegado e tranqüilo, com seu eterno sorriso de bonachão imperturbável, entre os palestrinos de todos os tempos, sem levantar uma queixa, sem exigir coisas de outro mundo, sem “vender-se caro”, aproveitando da situação e da necessidade implemente do clube. Portanto, Junqueira, dentro do Palestra, primeiro, depois dentro do Palmeiras, tornou-se um símbolo. Lendário símbolo do jogador perfeito do alviverde: Pode o clube trocar de nome, mas ele Junqueira, não trocará de camisa.
Eu sei, pessoalmente, de alguns episódios da carreira de Junqueira. Quase “encostado” no quadro pois a zaga de Carnera e Beglionini estava em grande forma, o Junqueira seguiu para a Bahia, na excursão que realizou vitoriosamente, há alguns anos, na qualidade de reserva. Estava sem contrato e com muita vontade de jogar. Conseguiu tomar o lugar de Beglionini no segundo tempo de um encontro qualquer, pois o titular se machucara. Junqueira assombrou os baianos. Jorge de Abreu, médico baiano e esportista de lei, depois do jogo, conversando comigo, me perguntou qual a razão o melhor “back” que tínhamos estava na reserva. Expliquei-lhe como pude a tal razão... Soube-se que o homem estava sem contrato. Foi assediado por todos. Fizeram-lhe as melhores propostas, também em nome de clubes do Rio de Janeiro, que, naquele tempo, era melhor “ambiente” financeiro  para profissional de futebol.
O Junqueira dirigiu-se para meu amigo Caetano Marengo, que chefiava a turma: “Olhe, dão um jeito de arranjar o meu contrato o mais depressa possível – elucidou o Quita – com qualquer dez contos de luvas, para que eu me possa livrar desses cacetes...”
Outro episódio. Jurandyr, que fora sempre ligado de grande amizade ao Quita, fazia “furor” em Buenos Aires. No clube portenho onde se encontrava, precisavam de um back. O Junqueira mais uma vez estava sem contrato. Jurandyr mandou-lhe um telegrama, em nome dos diretores do clube, oferecendo-lhe um contrato vantajosíssimo. Quita pegou o contrato, leu, cismou, meditou, e, depois, foi entregá-lo a Ítalo Adami, então presidente do alviverde, Ítalo, com aquela falsa displicência que o caracterizava, mas que esconde os olhos de amigo, a sua astúcia industrial, “lobo” esperto de negócios, torcendo os lábios finos; provocou-o – “Ora seu Ítalo!... – repicou Quita com seu costumeiro sorriso de latifundista “manquée” – Eu vou, somente se o Palestra não me quer mais”... Desta vez, foi Ítalo quem sorriu.

Justa, portanto, a homenagem que a massa anônima – a melhor – do clube mais popular do Brasil, prestou a Junqueira, seu queridíssimo Quita, o jogador  que durante  a sua longa carreira  somente vestiu  duas camisetas: a do Palmeiras e a do Combinado Paulista. Mesmo neste ato de gratidão que o clube presta ao Junqueira, ele não “pesou”, pois o busto foi feito não as custas do clube, nem pelo gesto fidalgo de um diretor rico, mas com um ou dois, ou cinco cruzeiros de todos os palmeirenses.
Assim, mais que o bronze, Junqueira ficará no coração de todo o palmeirense para sempre!





Comemorando um Aniversário
"Mestre Junqueira"
Símbolo da Constância e Lealdade
Por Iolanda Minitti
1943
Mais um ano que passa... mais uma glória que fica... E assim continua o Palmeiras, qual astro de primeira grandeza, a brilhar no firmamento do esporte paulista e brasileiro.
Quando nasceu era Palestra, depois, Palestra de São Paulo, e agora... Palmeiras Nome que simboliza a pujança e a poesia, recordando o célebre verso de Gonçalves Dias: "Minha terra tem palmeira onde canta o sabiá..." Mas simboliza a força. Por isso, tal qual a árvore que lhe empresta o nome, que tranquila e serena ostenta seu valor, desafiando a ventania e a tempestade, o alviverde do Parque Antártica (hoje parque das Palmeiras) também a tudo resiste intrépido e varonil.
Neste mês que o Campeoníssimo completa mais um ano de vida, o 29º, todo coração palmeirense está jubilante. No dia 26, quando o clube do nosso sempre querido e venerado Enrico de Martino "ficará mais velho", precisamos prestar-lhe uma homenagem, o que fazemos na pessoa do seu dedicado  e mais antigo defensor: JUNQUEIRA!
Muitas das alegrias que nossas cores tiveram, as devemos em grande parte ao esforçado "Quita" o símbolo da abnegação e amor à camisa esmeraldina. E por isso, do meu canto peço à vocês todos, amigos, que elevem seu corações ao Criador, pedindo para que faça Junqueira feliz, pois ele bem o merece.
Por isso milhares e milhares de palmeirenses que há por este imenso Brasil hão de dizer: "Obrigado Junqueira , muito obrigado. Nós te saudamos juntamente com o querido Palmeiras, nesta data gloriosa, símbolos que és de sua grandeza e poder".
De fato Junqueira veste a camiseta branca e verde há 12 anos, não tende defendido nenhum outro clube. É este exemplo fantástico de dedicação! Por tal motivo, e mesmo para satisfazer a vontade de muitos fãs resolvemos dar "dois dedos de prosa com o inconfundível zagueiro.
O querem que eu diga? já lhes disse milhares de vezes o que sinto: que aqui é minha casa, que vocês todos são minha família... que o Palmeiras é meu mundo. O que querem mais?
 — Queremos saber Junqueira, se está contente com a homenagem que lhe vão prestar?
"Creiam que estou emocionadíssimo. Mas, tratem de fazer logo, senão... outros jogadores me passarão a "perna".
 — Como assim?
"O Lima não faz 5 ou 6 anos que está aqui? O Canhotinho também não pertence ao clube de há muito? Por isso, tratam de fazer logo o "negócio". Depois sabe como é, estarei ainda por cima?".
 — Diga que tal o novo quadro? seremos campeões?
"O nosso quadro está ótimo. Aquele jogo contra S.P.R.  estragou tudo... Mas também, pagamos logo com juros... Falar que vamos ser campeões é muito arriscado. Mas quem sabe... Não temos a cor da esperança? De todos os companheiros que tive, nunca poderia esquecer o Carnera, o mais leal, e dedicado amigo e companheiro. Nunca me dirigiu uma admoestação, nunca discutiu comigo, eu o estimo como irmão. senti demais sua saída do nosso onze. Ma, como cada qual procura o que lhe convém... só espero que ele seja bem feliz como merece."
 — E os outros companheiros de zaga, que tal?
"Oswaldo é o que no meu coração, substitui o Carnera. Há poucos meses que atuamos juntos e parece que já nos conhecemos a anos.
 — Junqueira ainda pretende continuar jogando por muito tempo?
"Continuo até o clube precisar de mim e os torcedores... "aturarem"...
 — Ora, para nós você ainda está em plena forma, e há de jogar muito, salvo se mudar de clube."
Junqueira fica sério e diz: "Não brinca. Sempre fui cobiçado por vários clubes paulistas, cariocas e até argentinos, mas nunca deixei meu Palmeiras, pois me ufano em poder envergar sua gloriosa camiseta esmeraldina. Lá em casa todos são alviverdes, e, se um dia eu sair daqui, pobre de mim, dormiria ao relento. depois tenho medo da "praga verde". aqui iniciei, aqui fiquei reconhecido e famoso (salvo a modéstia). Meu ideal de vida, desde 1931, foi lutar, defender o Palmeiras, até minhas forças permitirem. E aqui encerrarei minha carreira, que alguns, bondosamente, qualificam de gloriosa."
Del Debio chama Junqueira para treinar e às pressas nó o indagamos: Quantas vezes você foi campeão?
"Fui Tri-Campeão paulista, 32, 33, 34, campeão brasileiro e interestadual em 33. Novamente campeão paulista em 36 e 40, paulista e brasileiro 42."  (Junqueira ainda foi campeão paulista de 44)
Novo apito, e Junqueira se apressa: "Diga que o "Quita" ainda quer continuar a defender o clube de seu coração, para pagar ao menos em parte, a grande dívida de gratidão que tem a Diretoria, associados e torcedores, que em si depositaram sua confiança."
*******************************
E nós o saudamos incomparável "Mestre Junqueira", jogador que independente do profissionalismo, defende o ideal: o Palmeiras !



Junqueira, O Grande Guardião Esmeraldino
Por Fernando Galuppo
2010
Defesa que ninguém passa. Com certeza, quando Antonio Sergi criou essa belíssima estrofe para o hino imortal da gloriosa Sociedade Esportiva Palmeiras, ele se inspirou na figura serena e impávida de José Junqueira de Oliveira.
Cheio de brio e ainda garoto, com apenas 21 anos de idade, Junqueira vinha do interior paulista para estrear na equipe principal do Palestra Itália em 1931 para, enfim, por ordem na defensiva alviverde que sentia as ausências de Amílcar Barbuy e Bianco Spartaco Gambini que se aposentavam para o futebol no final dos anos 20. Bianco, por sinal, foi o treinador que deu a oportunidade ao garoto. Com seu olho clínico e conhecimento apurado da posição, acertou em cheio.
Com um estilo clássico, Junqueira não demorou para firmar-se na posição e não mais sair. Foi uma história de amor incondicional que durou por mais de 14 anos. Foram 341 jogos e nenhum gol marcado. Muitos salvos. Por sinal, o mais emblemático e que ficou eternizado no coração dos palestrinos-palmeirenses foi diante do rival Corinthians, no primeiro turno do Campeonato Paulista de 1942 no estádio do Pacaembu.
Junqueira, simplesmente, salvou um gol que decretaria a vitória a favor dos alvinegros em cima da linha aplicando uma “bicicleta”! Sim, senhores. De bicicleta ele tirou a bola que ia atravessar a meta palestrina.
Enquanto o atacante Leônidas é decantado em prosa e verso por seus feitos com a jogada mágica, poucos se recordam de que Junqueira era um perito no assunto, tal qual o “Diamante Negro”, mas com objetivo inversamente proporcional. O defensor palestrino usava esse artifício para proteger a retaguarda alviverde. Por essas e outras, ficou conhecido entre os esmeraldinos fervorosos como o “Mago da Bola”.

Junqueira foi um líder taciturno. Pouco falava. Jogava. Teve passagens brilhantes pela Seleção Paulista e participou dos grandes esquadrões das décadas de 30 e 40. Devido ao período de Guerra, não pode ter uma carreira tão prolongada em defesa da seleção brasileira, como quase todos os grandes craques da época. Quem perdeu foi só o futebol.
É, até hoje, o jogador palmeirense que mais vezes sagrou-se Campeão Paulista. Foram sete conquistas estaduais. Predestinado, foi um dos heróis da célebre equipe de 1942, na Arrancada Heróica, quando o Palestra passava a chamar-se Palmeiras, no dia 20 de setembro daquele ano. Na ocasião, foi um dos escolhidos para entrar a frente da equipe com o pavilhão nacional.
Em sua carreira, teve grandes companheiros de zaga: Carnera, Loschiavo, Cambon, Volponi, Begliomini, Celestino, Osvaldo, Palante e Caieira.
Profissionalmente, pendurou a chuteira em 1945. Mas não resistiu e voltou a correr atrás da pelota pela última vez em 1946, quando foi campeão da Taça Cidade de São Paulo com a equipe de veteranos do Palmeiras, na vitória por 1 a 0 diante dos veteranos do São Paulo, no estádio do Pacaembu. Ali foi o ponto final. Coroava, assim, a sua trajetória nos campos da forma como começou: conquistando títulos!
Nesse mesmo ano de 1946, atuou em 12 jogos como treinador da equipe principal do Verdão, fazendo dupla com outro gigante imortal da história palestrina: Oswaldo Brandão.
De 1947 a 1949 foi o treinador da equipe amadora do Palmeiras. Conduziu os amadores do Verdão aos seguintes títulos: Campeão Paulista da Divisão Extra Amadora – FPF (1947 e 1948). Campeão Paulista Amador – FPF (1947). Campeão Amador do Estado – FPF (1947). Revelou talentos na base, como Dino Sani e Gino Orlando.
Serviu ao Palmeiras até o fim dos seus dias, com amor, fé e desprendimento inabaláveis. Por sua dedicação as cores alviverdes, foi imortalizado pelos dirigentes palestrinos com um busto de bronze nos jardins do Palestra Itália.
Para sempre, Junqueira será lembrado como o maior exemplo de palestrinidade.
Para sempre, Junqueira renasce no coração da gente alviverde!
Para sempre, a sua alma brilhará sobre o Palestra Itália num verde intenso!
Para sempre, Junqueira será o Guardião Esmeraldino!




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23.2.13

Lembranças, Memória Inacabada



Era só para ser lembrada...

Mas a lembrança traz consigo
a fome e a fomentação de outras lembranças.
Lembranças difíceis de serem lembradas,
ou inteiramente recuperadas.

Mas a mente sempre dá um jeitinho de enganar;
Ela traz à tona e de maneira acentuada
apenas as boas lembranças,
deixando na gaveta do esquecimento (claro, entreaberta)
as lembranças ruins e desagradáveis.

Memória inacabada.


E fica aquela sensação de ‘eu era feliz e não sabia’.

Mas será mesmo que não sabia?

E será que era realmente feliz de verdade, por inteiro?

Enfim, quem pode garantir que num futuro
não muito distante, essa estranha sensação saudosista de
‘eu era feliz e não sabia’ não volte a se repetir;
mas lá, em relação ao hoje, aos dias atuais.

A mente sempre dá um jeitinho de enganar.

A mente também mente.


Renato Curse               23 de fevereiro de 2.013


20.2.13

Eternamente Ultraje a Rigor



Ultraje a Rigor é uma banda brasileira de rock, criada no início dos anos 80 em São Paulo. Idealizada por Roger Rocha Moreira (voz e guitarra base), obteve sucesso em 1983 no Brasil devido aos hits "Inútil" e "Mim Quer Tocar". Em 1985 a banda ficou nacionalmente conhecida pelo álbum Nós Vamos Invadir Sua Praia que trouxe o primeiro disco de ouro e platina para o rock nacional. O mesmo álbum, mais tarde, acabou sendo consagrado como o "melhor álbum de rock nacional" pela Revista MTV, em dezembro de 2008.
A banda é um grande marco no cenário do rock nacional. Sua formação inicial era Roger, Leonardo Galasso (bateria, mais conhecido como Leôspa), Sílvio (baixo) e Edgard Scandurra (guitarra solo). Mal o nome foi adotado, Sílvio saiu para dar lugar a Maurício Defendi. Hoje, apenas Roger, idealizador da banda, continua desde a formação original.


História
Princípio (1980 a 1988)
O grupo Ultraje a Rigor começou como uma banda de covers, principalmente de Beatles, punk rock e new wave. A primeira formação, composta por Roger, Leôspa, Sílvio e Edgard Scandurra, começou fazendo pequenos shows em bares. Em 1982, decidiram que o nome da banda seria Ultraje a Rigor, um trocadilho com a expressão "traje a rigor". Roger, inicialmente, havia pensado em batizar a banda apenas como "Ultraje", mas Edgard, quando perguntado a respeito do nome, ouviu errado e perguntou: "Hã? Como é? Que traje, o traje a rigor?". O trocadilho fez sucesso e o nome Ultraje a Rigor foi adotado.
Em pouco tempo, Silvio deixou a banda e foi substituído por Maurício Defendi. Em abril de 1983, a nova formação participa do primeiro show da banda apenas com composições próprias. Após alguns shows, a banda assina um contrato de gravação com o produtor Pena Schmidt, que fazia parte da WEA e trabalhou também com artistas como o Ira! (do qual Edgard fazia parte) e os Titãs. O Ultraje então grava seu primeiro single, Inútil/Mim Quer Tocar, que, por problemas com a censura, não foi liberado até outubro daquele ano.
Edgard, já membro do Ira!, encontrou-se impossibilitado de continuar a dividir seu tempo entre duas bandas e optou pela segunda. Carlo Bartolini, conhecido como Carlinhos, foi chamado para seu lugar. Em 1984, com a nova formação, o Ultraje grava seu segundo single, Eu Me Amo/Rebelde Sem Causa. A primeira canção teve relativo sucesso, incentivado pela coincidência de seu refrão com o de Egotrip, da Blitz. A segunda música, porém, foi determinante para o sucesso da banda desde que começou a ser executada, em janeiro de 1985.
O primeiro LP da banda, Nós Vamos Invadir Sua Praia, lançado alguns meses mais tarde, fez grande sucesso. Foi o primeiro LP de rock no Brasil a ganhar Disco de Ouro e Disco de Platina. A maior parte das músicas teve grande sucesso, e a banda quebrou recordes de público em diferentes locais em todo o país, como o Canecão, no Rio de Janeiro.
No início de 1986, o Ultraje grava um LP chamado Liberdade Para Marylou, com uma versão remixada de Nós Vamos Invadir Sua Praia, a canção inédita Hino dos Cafajestes e uma versão de Marylou em ritmo de carnaval, que foi bastante tocada nos bailes de carnaval da época. Em 1987, durante as gravações do novo LP, Sexo!, Carlinhos (com a possibilidade de uma mudança para Los Angeles para formar sua própria banda) deixou a banda e Sérgio Serra o substituiu. O segundo álbum foi tão bem sucedido quanto o primeiro, com a canção Eu Gosto de Mulher atingindo um máximo de #96 no Hot100Brasil.


Maturidade e mudanças (1989 a 1998)
Em 1989, mais maduros e um pouco cansados pelas constantes turnês, os integrantes gravam o terceiro disco, Crescendo. O álbum vendeu bem, mas os meios de comunicação social começam a perder o interesse no Ultraje após quatro anos de sucesso. Mesmo assim, o grupo ainda provocou polêmica, ao fazer uma provocação ao anúncio do fim da censura oficial, com a canção Filha da Puta. A canção foi censurada extra-oficialmente, em muitas estações de rádio e programas de TV, o que dificultou a promoção do álbum. Outras canções picantes com temas como "O Chiclete" e "Volta Comigo", uma música que trata de adultério, tiveram suas execuções comprometidas.
Em 1990, o Ultraje voltou à suas raízes lançando o "Por Quê Ultraje a Rigor?", um álbum de covers que faziam parte do seu repertório do início da carreira, além de Mauro Bundinha, uma canção inédita da mesma fase. Mauricio, após ter se casado com uma americana, mudou-se para Miami. Sua vaga foi provisoriamente preenchida por Andria Busic, baixista do Dr. Sin, que entregou seu lugar um mês depois para Osvaldo Fagnani. Após quase mais um ano de turnê, Roger percebe que o Ultraje a Rigor já não era a mesma banda. Leôspa, depois de ter casado, já não podia manter o seu entusiasmo para viajar e ensaiar; Sergio aspirava sair para formar a sua própria banda, e Osvaldo preferia trabalhar em seu estúdio profissional. Depois de uma conversa com Leôspa, Roger decidiu procurar novos membros para tentar continuar o Ultraje.
Pesquisando em bares e através de mostras de bandas principiantes, encontrou Flávio Suete, baterista que tocava covers de Frank Zappa. Flávio recomendou Serginho Petroni, baixista que também tocava covers. Juntos, começaram as audições para novos guitarristas. Depois de meses de teste, descobriram Heraldo Paarmann através de um anúncio da Rádio Brasil 2000 FM. Eles continuaram ensaiando e tocaram alguns shows para reforçar os respectivos sons.
Em 1992, contra a vontade da banda, a WEA lançou uma coletânea chamada "O Mundo Encantado de Ultraje a Rigor" (a palavra "Encantado" era uma ironia de Roger com relação ao encanto dos primeiros anos e as dificuldades com a gravadora, em relação a novos projetos). Embora essencialmente uma coletânea do material lançado anteriormente, o álbum continha duas novas faixas da nova formação (Vamos Virar Japonês, com a dupla caipira Tonico e Tinoco; e uma versão de Rock das Aranha, de Raul Seixas) juntamente com reedições hits lançados anteriormente. Em 1992, ainda em rebelião contra a indiferença da sua empresa discográfica, o grupo grava independentemente Ah, Se Eu Fosse Homem, uma digressão sobre as dificuldades enfrentadas pelos homens no que diz respeito ao novo pós-feminismo. A fita desta música, distribuída para estações de rádio pela própria banda, produziu os resultados esperados.
Em 1993, em meio a uma situação já tensa com a gravadora, lançam Ó!, seu sexto LP - o quarto composto apenas por novos materiais. O disco foi gravado às pressas (dois meses de estúdio) e com orçamento pequeno, condição que foi imposta pela WEA, que mesmo assim, praticamente ignorou o álbum, fazendo com que o contrato fosse rompido em 1994. O clipe de "Acontece Toda Vez Que Eu Fico (Apaixonado)" fez sucesso na MTV, mas a canção era apenas um modesto sucesso na mídia e nas lojas. Em 1995, uma nova coleção de hits, desta vez sem o conhecimento da banda, foi lançado, parte de uma série chamada "Geração Pop". Em 1996, a empresa lança ainda outra coleção-surpresa, um registro denominado O Melhor do Ultraje a Rigor/2 É Demais! - fusão dos dois primeiros álbuns sem as faixas bônus. Ainda sem notificar a banda, a Warner libera mais dois relançamentos: em 1997, Pop Brasil, (na verdade, uma reemissão de Geração Pop com menos músicas), e, em 1998, Ultraje a Rigor Vol. 2/2 É Demais!, outra coletânea-fusão de dois álbuns, sem as faixa-bônus, da banda - o terceiro e quarto discos.


Recomeço - 1999 a 2007
No início de 1999, depois que Serginho deixou a banda e foi substituído por Rinaldo Amaral (conhecido como Mingau), o Ultraje lança 18 Anos Sem Tirar!, um disco ao vivo gravado em 1996, de maneira independente, que ganhou quatro faixas inéditas em estúdio. Agora tendo trocado a WEA pela a Deckdisc/Abril Music e tendo como carro-chefe a faixa "Nada a Declarar", alcançam o Disco de Ouro. Em Janeiro de 2001, o Ultraje a Rigor participou da terceira edição do Rock in Rio, numa apresentação conjunta ao lado do Ira! e com direito a Should I Stay Or Should I Go?, cover do The Clash.
Em 2002, outra alteração na formação: Flávio e Heraldo distanciam-se das intenções musicais do resto da banda e resolvem deixá-la. Foram substituídos por Marco Aurélio Mendes, o Bacalhau, ex-baterista do Rumbora, e Sérgio Serra, ex-guitarrista do Ultraje, que voltou de Los Angeles para reintegrar o grupo e participar da gravação de Os Invisíveis.
Em 2005, a banda gravou e lançou, em CD e DVD (o primeiro da carreira), o seu Acústico MTV. O álbum inclui grandes sucessos como Inútil, Mim Quer Tocar, Independente Futebol Clube e Eu Gosto de Mulher e faixas inéditas, como Cada Um Por Si. Destaques também para Eu Não Sei, versão de Can't Explain, do The Who, feita por Roger a pedido do Ira!; Ciúme, gravada numa versão originalmente prevista para o disco Nós Vamos Invadir Sua Praia, com uma parte calma; e Nós Vamos Invadir Sua Praia, com cordas e metais.



Fase independente - 2008 a 2011
No final de 2008, Roger anunciou que o Ultraje estava abandonando a gravadora Deckdisc para lançar um álbum independente disponível para download. Esse projeto recebe o nome de Música Esquisita a Troco de Nada!, sendo que não é necessário pagar para ter as músicas em seu computador. No início de 2009, após a gravação de algumas demos, Sérgio Serra abandona novamente a banda.
Lançado em 5 de Abril de 2009, o novo trabalho foi gravado com as participações especiais de Edgard Scandurra (ex-guitarrista do Ultraje a Rigor do Ira!, e atualmente com o projeto Pequeno Cidadão, ao lado de Arnaldo Antunes) nas guitarras, e a cantora Klébi Nori, dividindo os vocáis com Roger na música Amor.
O projeto, além de ser totalmente independente, está disponível para download no site ReverbNation e no My Space da banda.
Depois de três meses tocando como um power-trio acompanhados pela banda de apoio, através de uma conta no Facebook, Roger anuncia a entrada do novo guitarrista Marcos Kleine.
Com esta formação, a banda continua realizando shows pelas proximidades da região sudeste do Brasil, devido ao medo de avião de Roger, o que leva a banda conseguir agenda em shows que são possíveis a locomoção por ônibus.


Atualmente
Em 2010, houve o anúncio do lançamento da biografia Nós Vamos Invadir sua Praia, que mostra a história da banda. O livro, escrito pela jovem jornalista Andréa Ascenção, autora do agente literário Andrey do Amaral, vem recheado com histórias, fotos, letras de músicas, depoimentos, etc. O livro foi lançado em abril de 2011 pela Editora Belas Letras. Roger disse que pretende gravar ainda este ano um CD e DVD ao vivo, comemorando os 30 anos de carreira
Desde junho de 2011, a banda faz parte do elenco do talk show Agora é Tarde, como banda fixa. Com isso, a banda voltou a ter um maior destaque na grande mídia, se apresentando em grandes festivais, como o SWU, onde tiveram problemas com a produção do cantor britânico Peter Gabriel, e no Revellion na Paulista.
Recentemente, a banda lançou pela Deckdisc um álbum em parceria com os Raimundos, intitulado O Embate do Século: Ultraje a Rigor vs. Raimundos. A ideia do projeto é de que uma banda regrave da outra, e vice-versa.


Nome da Banda
O nome "Ultraje a Rigor" surgiu de uma conversa informal numa festa em que se apresentavam quando Roger e Leôspa propunham que o nome da banda fosse "Ultraje", um nome considerado punk e radical para a época (da ditadura), o que causou a discordância de Roger com o nome por acreditar que punk não era o estilo da banda, apesar de eles tocarem punk rock. Então Scandurra, que chegou no meio da conversa, perguntou: "Como é? Que traje? O traje a rigor?". Daí surgiu "Ultraje a Rigor".



Formação atual
Roger Moreira - Voz e Guitarra (1981-hoje)
Mingau - Baixo e Vocais (1999-hoje)
Bacalhau - Bateria e Vocais (2002-hoje)
Marcos Kleine - Guitarra e Vocais (2009-hoje)

Músico de apoio
Ricardo Júnior - Guitarra e Vocais (2004-hoje)

Ex-integrantes
Leonardo Galasso (Leôspa) - bateria (1980-1990)
Sílvio - baixo (1980-1981)
Edgard Scandurra - guitarra solo (1981-1983)
Maurício Defendi - baixo (1981-1989)
Carlo Bartolini (Carlinhos) - guitarra solo (1983-1987)
Andria Busic - baixo (1988-1989)
Flávio Soares Suete - bateria (1990-2002)
Osvaldo Fagnani - baixo (1989-1990) (em 2005, Oswaldo retornou ao Ultraje como tecladista e backing-vocal da banda de apoio do grupo)
Heraldo Paarmann - guitarra solo (1990-2002)
Sergio Luis Graciano Petroni (Serginho) - baixo (1990-1999)
Sérgio Henrique Figueiredo Serra (Sérgio Serra) - Guitarra (1987-1990) (2002-2009)

Ex-integrantes de Apoio
Manito - saxofone, percussão, flauta e clarinete (2005-2011)
Paulinho Campos - pandeirola e vocais (2005-2010)
Osvaldo Fagnani - teclados, piano e vocais (2005-2009)



Discografia
1985 - Nós Vamos Invadir sua Praia
1987 - Sexo!!
1989 - Crescendo
1990 - Por que Ultraje a Rigor?
1993 - Ó!
2002 - Os Invisíveis
2012 - O Embate do Século: Ultraje a Rigor vs. Raimundos


Fonte: Wikipédia  





18.2.13

Eu Etiqueta (Carlos Drummond de Andrade)


Em minha calça está grudado um nome 
Que não é meu de batismo ou de cartório 
Um nome... estranho. 
Meu blusão traz lembrete de bebida 
Que jamais pus na boca, nessa vida, 
Em minha camiseta, a marca de cigarro 
Que não fumo, até hoje não fumei. 
Minhas meias falam de produtos 
Que nunca experimentei 
Mas são comunicados a meus pés. 
Meu tênis é proclama colorido 
De alguma coisa não provada 
Por este provador de longa idade. 
Meu lenço, meu relógio, meu chaveiro, 
Minha gravata e cinto e escova e pente, 
Meu copo, minha xícara, 
Minha toalha de banho e sabonete, 
Meu isso, meu aquilo. 
Desde a cabeça ao bico dos sapatos, 
São mensagens, 
Letras falantes, 
Gritos visuais, 
Ordens de uso, abuso, reincidências. 
Costume, hábito, permência, 
Indispensabilidade, 
E fazem de mim homem-anúncio itinerante, 
Escravo da matéria anunciada. 
Estou, estou na moda. 
É duro andar na moda, ainda que a moda 
Seja negar minha identidade, 
Trocá-la por mil, açambarcando 
Todas as marcas registradas, 
Todos os logotipos do mercado. 
Com que inocência demito-me de ser 
Eu que antes era e me sabia 
Tão diverso de outros, tão mim mesmo, 
Ser pensante sentinte e solitário 
Com outros seres diversos e conscientes 
De sua humana, invencível condição. 
Agora sou anúncio 
Ora vulgar ora bizarro. 
Em língua nacional ou em qualquer língua 
(Qualquer principalmente.) 
E nisto me comparo, tiro glória 
De minha anulação. 
Não sou - vê lá - anúncio contratado. 
Eu é que mimosamente pago 
Para anunciar, para vender 
Em bares festas praias pérgulas piscinas, 
E bem à vista exibo esta etiqueta 
Global no corpo que desiste 
De ser veste e sandália de uma essência 
Tão viva, independente, 
Que moda ou suborno algum a compromete. 
Onde terei jogado fora 
Meu gosto e capacidade de escolher, 
Minhas idiossincrasias tão pessoais, 
Tão minhas que no rosto se espelhavam 
E cada gesto, cada olhar 
Cada vinco da roupa 
Sou gravado de forma universal, 
Saio da estamparia, não de casa, 
Da vitrine me tiram, recolocam, 
Objeto pulsante mas objeto 
Que se oferece como signo dos outros 
Objetos estáticos, tarifados. 
Por me ostentar assim, tão orgulhoso 
De ser não eu, mas artigo industrial, 
Peço que meu nome retifiquem. 
Já não me convém o título de homem. 
Meu nome novo é Coisa. 
Eu sou a Coisa, coisamente.







16.2.13

Eternamente Alceu Valença



Alceu Paiva Valença (São Bento do Una, 1 de julho de 1946) é um cantor e compositor brasileiro. Seu disco de estreia foi gravado em parceria com Geraldo Azevedo.
Nasceu no interior de Pernambuco, nos limites do sertão com o agreste. Influenciado pelos maracatus, cocos e repentes de viola, Alceu conseguiu utilizar a guitarra com baixo elétrico e, mais tarde, com o sintetizador eletrônico nas suas canções.


Biografia
O envolvimento de Alceu com a música começa na infância, através dos cantadores de feira da sua cidade natal. Jackson do Pandeiro, Luiz Gonzaga e Marinês, três dos principais irradiadores da cultura musical nordestina, foram captados por ele. Em casa, a formação ficou por conta do avô, Paulo Alves Valença, que era poeta e violeiro. Aos 10 anos vai para Recife, onde mantém contato com a cultura urbana, e ouve a música de Orlando Silva e Dalva de Oliveira, alternando com o ritmo de Little Richard, Ray Charles e outros ícones da chamada primeira geração do rock'n'roll.
Recém-formado em Direito no Recife, em 1969, desiste das carreiras de advogado e jornalista - trabalhou como correspondente do Jornal do Brasil - e resolve investir na música.
Em 1971, vai para o Rio de Janeiro com o amigo e incentivador Geraldo Azevedo. Começa a participar de festivais universitários, como o da TV Tupi com a faixa Planetário. Nada acontece. Nenhuma classificação, pois a orquestra do evento não conseguiu tocar o arranjo da canção.
Em 1980, lança o LP Coração Bobo (Ariola), cuja música de mesmo nome estoura nas rádios de todo o país, revelando o nome de Alceu Valença para o grande público. Apresenta-se em vários estados brasileiros.
Em 1996, ao lado de Geraldo Azevedo, Zé Ramalho e Elba Ramalho participa da série de shows O Grande Encontro, que percorreu diversas cidades brasileiras e registrada pela gravadora BMG no CD de mesmo nome.
Em julho de 2000, participa da noite "Pernambuco em canto: carnaval de Olinda", no Festival de Montreux (Suíça), ao lado de Elba Ramalho, Geraldo Azevedo, Naná Vasconcelos e Moraes Moreira.
Em maio de 2003, grava novo projeto ao vivo no Rio de Janeiro (Indie Records), reunindo vários sucessos em CD e, pela primeira vez, em DVD. Em julho, é agraciado com o Prêmio Tim de Música Brasileira na categoria "Melhor cantor regional", pelo CD De Janeiro a Janeiro, em cerimônia realizada no Teatro Municipal do Rio de Janeiro. Ainda nesse mês chega às lojas o CD Ao vivo em todos os sentidos. Em agosto o DVD do mesmo projeto é lançado.
Em 2009, vem trabalhando no seu filme Cordel Virtual (a Luneta do Tempo) que é um musical que não segue a linha de nenhum musical tradicional. No fundo, é um mergulho que faz em sua infância, no seu passado e este passado tem a trilha sonora das ruas do Nordeste, dos cantadores anônimos, conquistas, violeiros, emboladores, cegos arautos de feira, da música de Luiz Gonzaga e Jackson do Pandeiro, do samba-canção dos anos 50, da música contemporânea brasileira.



Discografia
1972 - Alceu Valença & Geraldo Azevedo (aliás Quadrafônico)  
1974 - A Noite do Espantalho  
1974 - Molhado de Suor 
1976 - Vivo!  
1977 - Espelho Cristalino 
1979 - Saudade de Pernambuco 
1980 - Coração Bobo 
1981 - Cinco Sentidos 
1982 - Ao Vivo (Festival de Montreux-Suiça)
1982 - Cavalo de Pau 
1983 - Anjo Avesso 
1983 - Brazil Night / Ao Vivo Montreux [com Milton Nascimento e Wagner Tiso]
1984 - Mágico 
1985 - Estação da Luz  
1986 - Ao Vivo 
1986 - Rubi  
1987 - Leque Moleque 
1988 - Oropa, França e Bahia - ao vivo no Scala 1, RJ  
1990 - Andar Andar  
1992 - 7 Desejos 
1994 - Maracatus, Batuques e Ladeiras 
1996 - O Grande Encontro - ao vivo com Elba Ramalho, Geraldo Azevedo e Zé Ramalho  
1997 - O Grande Encontro 2 - ao vivo com Elba Ramalho, Geraldo Azevedo e Zé Ramalho
1997 - Sol e Chuva 
1998 - Forró de Todos os Tempos 
1999 - Todos os Cantos - ao vivo em Olinda, Recife e no Montreux Jazz Festival  
2000 - O Grande Encontro 3 - ao vivo com Elba Ramalho, Geraldo Azevedo e Zé Ramalho
2001 - Forró Lunar (Columbia) 
2002 - De Janeiro a Janeiro (Tropicana Produções)  
2003 - Em Todos os Sentidos (Indie Records)  
2005 - Na Embolada do Tempo (Indie Records)  
2006 - Marco Zero - Ao Vivo (Indie Records)  
2009 - Ciranda Mourisca (Biscoito Fino)  


Fonte: Wikipédia  





14.2.13

Galileu Galilei o 'mensageiro das estrelas'



Entre tantos gênios, cientistas e pensadores, o italiano Galileu Galilei ocupa, principalmente na área das descobertas, uma posição de incontestável valor.
Nascido a 15 de fevereiro de 1.564, em Pisa, na Itália, Galileu Galilei tinha tudo para se destacar nas artes musicais, pois seu pai, Vincenzo Galilei, era um importante compositor Fiorentino e em sua casa foram apresentadas as primeiras óperas de que se tem conhecimento. Porém, mesmo tendo arriscado uma passagem na literatura, escrevendo ainda na juventude sobre Dante e Tasso, as reais vocações de Galileu Galilei manifestar-se-iam em 1.581 quando, observando os lustres suspensos na Catedral de Pisa, formulou as leis do pêndulo (ou isocronismo).  Dois anos depois, em 1.583, matriculou-se na Universidade de Pisa, onde permaneceu até 1.585, quando decidiu abandonar o curso. Nessa época, Galileu teria inventado a balança hidrostática. Tempos depois passou a dar aulas como professor de matemática na Universidade de Pádua onde começou a expor e defender suas descobertas teóricas, tendo formulado em 1.602 as leis da queda dos corpos.
Ao tomar conhecimento da invenção do telescópio na Holanda, Galileu aperfeiçoou e construiu seu primeiro telescópio entre 1.608 e 1.609, passando, a partir deste feito, a observar os corpos celestes.
A partir de 1.610, Galileu começou a registrar suas importantes descobertas astronômicas, entre elas, a existência de milhares de estrelas na Via Láctea; montanhas, mares e crateras na Lua; os satélites de Júpiter; as fases de Vênus; as manchas e a rotação do Sol sobre seu eixo; os anéis de Saturno (que ele chamou de ‘braços’). Todas essas e outras descobertas foram publicadas no ano de 1.610, no livro “Mensageiro das Estrelas” (Sidereus Nuncius). Com essas teorias, especialmente as das fases de Vênus, Galileu reforçou as descobertas teóricas de Copérnico sobre o sistema heliocêntrico, assimilando as fases de Vênus às da Lua, demonstrando com isso que os planetas, inclusive a Terra, orbitam em torno do Sol.
Mas, a “Santa Inquisição” promovida pela Igreja Católica, defendia a tese de que a Terra era o centro do Universo e, em 1.611 acusou Galileu Galilei de heresia por contestar suas ideias, chamando-o para Roma no mesmo ano para defender-se. Apesar de conseguir escapar da condenação em 1.616, Galileu foi obrigado a assinar um decreto da Inquisição afirmando que suas teorias (e as de Copérnico) não passavam de meras hipóteses.
Em 1.623, com a publicação do livro “Experimentador” (Saggiatore) em que contrariava as teorias físicas de Aristóteles, Galileu incorporou a matemática como fundamento das ciências exatas. Mais tarde, no livro “Diálogo sobre os grandes sistemas do universo” (Dialogo I Due Massimi Sistemi Del Mondo) publicado em 1.632, Galileu Galilei voltou a defender as ideias do sistema heliocêntrico, o que motivou a insatisfação do Papa Urbano VIII e demais autoridades da Inquisição.
No ano seguinte, novamente diante do tribunal em Roma, após terríveis ameaças (pessoais e à sua família), Galileu foi julgado por suas ‘ideias heréticas’ e condenado à prisão domiciliar, sendo obrigado a renegar mais uma vez suas teorias. Mesmo estando proibido de publicar qualquer livro, em 1.634, já isolado em sua vila, perto de Florença, Galileu escreveu “Teorias e provas matemáticas sobre duas novas ciências” (Discorsi e Dimostrazione Matematiche a Due Nuove Scienze Attenenti Allá Meccanica) e, em 1.638, descobriu que a freqüência das vibrações emitidas por um som determinam o seu tom.
Apesar de ser considerado um cientista bastante arrogante em sua época, acusado de valer-se de manobras políticas para atrapalhar o trabalho de outros inventores; de abandonar a amante e mandar as duas filhas para um convento, Galileu Galilei é visto hoje como um dos maiores gênios da história da humanidade.
Depois de passar nove anos em prisão domiciliar, Galileu morreu no dia 8 de janeiro de 1.642, aos 77 anos, em Arcetri (Florença).

As acusações de heresia, atribuídas a ele pela Inquisição, foram retiradas pelo Papa João Paulo II, em 12 de setembro de 1.982.


  • Acredita-se que ao ser condenado em prisão domiciliar por defender que a Terra não era o centro do Universo e que orbitava em torno do Sol, Galileu Galilei teria dito: “No entanto, ela (a Terra) se move.”

Texto: Renato Curse               fevereiro de 2.001


(Este texto foi publicado no periódico semanal “Mix Cultural” #17, de 03 de março de 2.001)