6.2.17

O zênite da compreensão


Poderei eu, nessas tantas circunstâncias obscuras da vida, perder todas as coisas materiais, todos os familiares, todos os amigos. Poderei eu até perder a saúde, ser superado pelo esgotamento e definhamento físicos.
Enquanto mantiver a lucidez, jamais serei sobrepujado pelo desespero
E mesmo que eu perca completamente essa percepção consciente, jamais estarei abandonado ou entregue à sorte ateística de um fim ilógico e eterno
Há aqueles que embasam toda a sua existência no materialismo e no determinismo dogmático de uma realidade que se detêm apenas às coisas mundanas e passageiras, não muito diferente de um construtor que no fundo almeja que sua obra venha abaixo assim que ele morrer.
E há aqueles que tocados, sobretudo, pela razão existencial, enxergam um propósito maior, além e aquém desta vida. Encaram o tempo como uma ampulheta que ao se esvair os conduzirá para uma nova realidade, onde o próprio tempo não mais terá fim. São estes os construtores que almejam que suas obras sejam apreciadas, enaltecidas, vislumbradas e que sobrevivam por longos anos, independente de estarem aqui ou não.

Estes últimos certamente são muito mais fortes e resilientes que os primeiros diante dos obstáculos e adversidades da vida.
Estes são os que aceitam que há um sentido maior e transcendental em suas existências.
Estes são os que acataram a irrefutabilidade da existência de um ser supremo, criador de todas as criações e criaturas.
Estes são os que absorveram em si a verdade revelada por Cristo, o único e verdadeiro Deus.
Estes são os que têm fé, que é o ápice e o apogeu do entendimento acerca da verdade inerrante incutida nos ensinamentos e preceitos cristãos.



Renato Oliveira         05 de fevereiro de 2017





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