16.12.16

Matando os falsos heróis esquerdistas


Sim, eu realmente um dia acreditei em doutrinas políticas de esquerda e de extrema-esquerda. Vários textos publicados aqui no blog evidenciam claramente a minha utópica visão política do passado, especialmente os escritos durante a década de 1990, quando então eu era um assíduo militante anarquista, um anarcopunk engajado, um ativista que sonhava em fazer uma revolução, uma luta armada contra o Estado (cheguei inclusive a manter contato com alguns grupos ativistas revolucionários de várias partes do mundo - obviamente com o intuito de me aprimorar e me especializar nas políticas esquerdistas).
Minha atração pela Esquerda teve início em 1989, quando o líder petista Luís Inácio Lula da Silva lançou pela primeira vez a sua candidatura à presidência da República. Lembro da minha frustração quando Fernando Collor de Mello foi eleito e do alívio de meu pai - que sempre dizia que o PT apoiava o Comunismo e que o Comunismo era terrível. Se eu perguntasse a meu pai ele certamente não saberia explicar absolutamente nada a respeito da doutrina comunista. Ele não tinha a mínima ideia de quem era Karl Marx ou qualquer outra figura maléfica que representasse o comunismo, entretanto, hoje sei que ao me dizer que 'o comunismo não presta, filho', meu pai entendia muitíssimo mais de Esquerda do que eu.
Mas, enfim, quando Fernando Collor foi legitimamente arrancado do poder (assim como Dilma Roussef) através da enorme pressão popular que culminou no Impeachment, o Brasil foi entrando aos poucos nos trilhos da estabilidade econômica, algo pouco provável para aqueles que como eu vivenciaram o período José Sarney. Tempos difíceis, tempos de escassez econômica e dívida externa e inflação altíssimas. Costumava acompanhar minha mãe quando ela ia ao supermercado fazer as compras e lembro que em algumas ocasiões dois acessórios faziam-se indispensáveis: a calculadora e a tabela da Sunab. Nunca a tabela da Sunab foi tão popular quanto nos tempos de José Sarney na presidência.
Plano Bresser Pereira, Plano Cruzado, Plano Cruzado Novo, etc... Tudo isso refletia negativamente na economia do país e pude ver claramente os reflexos destes efeitos em minha casa.
Em 1994 foi implantado o Plano Real e com ele a economia foi (parcialmente) estabilizada - teve época em que o real chegou a valer mais que o dólar americano.
Durante esse período eu já estava completamente seduzido e contaminado pelas doutrinas de Esquerda. E hoje bem sei que todo esquerdista é no fundo um desiludido político, quando não muito um ignorante ou um alienado.
Continuei atraído pela Esquerda mesmo após ter me afastado (espontaneamente) do movimento anarco-punk, mas, agora com uma inclinação maior para o Socialismo e o Comunismo. 
Só comecei a me libertar definitivamente deste mal no novo milênio. Demorou, mas me libertei!
Deixei de ser anarquista, socialista, comunista, esquerdista e ateísta e hoje posso dizer com pleno conhecimento da causa que tudo isso foi uma grande evolução pessoal.

Meus heróis não morreram de overdose, eles foram desconstruídos pela constatação lógica de uma maligna historicidade que jamais se apagará. Os rastros de sangue, morte, miséria, caos e desigualdade social deixados por meus antigos heróis estapeiam-me ocasionalmente toda vez que lembro que fui um de seus mais ferrenhos defensores (em minha localidade, pelo menos). É justamente por isso que meus heróis não morreram de overdose e de nenhuma outra causa que não tenha sido homicídio. Eu matei todos os meus antigos heróis, um a um, inclusive os que ainda estão vivos.

O último resquício esquerdista que ainda havia em mim morreu algum tempo depois da ascensão do PT ao poder. 
O PT e sua corja (Lula, Dilma e cia.), mascarados por seus tantos projetos de assistencialismo, são responsáveis diretos pelos maiores estragos que foram causados à nação nos últimos anos. Escândalos de corrupção envolvendo a cúpula do PT não param de vir à tona. Só não vê quem não quer e quem não tem interesse em enxergar a atual realidade. Lula e Dilma arrasaram o país e se a sociedade brasileira contemporânea ainda não tinha uma demonstração prática do mal que a Esquerda pode fazer, o PT fez questão de deixar isso muito claro.
As mesmas pessoas que tanto lutaram e combateram a 'Ditadura' Militar, que foram presas, supostamente torturadas, expulsas do país e tudo o mais, acabaram provando que em matéria de política e administração não são nada melhores que seus antigos (e atuais) oponentes, muito pelo contrário. 
Por tudo isso não consigo entender os partidários da Esquerda.

Em nenhum lugar do mundo a Esquerda deu certo e se algum esquerdista discorda disso, faço um desafio aberto para que calem minha boca.  
A Esquerda é sem dúvida o lado mais farsante, mentiroso, hipócrita e consequentemente perigoso da política. Em suma, a Esquerda seduz parte do povo com seus discursos mentirosos de liberdade e igualdade e quando assume o poder faz justamente o contrário, o que deixa mais do que evidenciado que "todo esquerdista é um ditador enrustido". A história não nega tal afirmação. Eles pregam suas ideias de socialismo utópico ou socialismo científico, mas jamais abririam mão de seus iPhones, seus privilégios materialistas e suas vidas confortáveis para viver na prática o que essas ideias sempre acarretam: muito mais desigualdade, muito mais injustiça, muito mais repressão, muito mais cerceamento de direitos (etc., etc...) do que qualquer outro regime governamental de Direita ou conservador que tenha existido em qualquer parte do mundo.

Hoje, ao ter a plena consciência do que as ideias e doutrinas de Esquerda (especialmente o comunismo) representam, sinto um orgulho e até um alívio imensos em ter matado meus antigos heróis. Quando me recordo que cheguei a nutrir grande admiração por bandidos, criminosos e assassinos da laia de Bakunin, Che Guevara, Fidel Castro e de vagabundos farsantes como Karl Marx, me dou conta do quanto estúpido um dia eu fui. E pensar que até a legalização do aborto cheguei a defender!

Atualmente, em matéria de política, diante de algumas pesquisas que vêm sendo veiculadas, não me sinto nada otimista (muito embora eu nem acredite em tais pesquisas). Custa-me entender como algumas pessoas ainda podem acreditar em gente (?) como o Lula. Não compreendo, porém também não me surpreendo.
A voz do povo, definitivamente, não é a voz de Deus.
Os manipuladores, tanto de pesquisas quanto de opinião, estão a serviço da Esquerda. As massas de manobra estão a serviço da Esquerda. A mentira e o mal sempre estiveram a serviço da Esquerda.

Não, amigos, eu não sou um ultraconservador (realmente algumas de minhas ideias atuais são conservadoras), sou apenas alguém que não acredita mais na esquerda política e que, com absoluta certeza, aceitaria estes ou quaisquer outros rótulos não esquerdistas desde que isso ajudasse ou contribuísse de alguma forma para o não avanço da Esquerda no país. Se de mim dependesse o voto a dois candidatos de Esquerda, este com toda certeza seria NULO.

Também não faço mais nenhum tipo de militância em favor daqueles que um dia considerei como excluídos da sociedade ou como minorias oprimidas. Racismo, homofobia e qualquer tipo de discriminação racial, social, etc., são males que realmente devem ser combatidos sempre, em toda e qualquer sociedade. Mas não é implantando políticas e leis específicas a denominados grupos que este cenário vai mudar. Tende a piorar, pois quando se aplica uma lei que deveria ser igual para todos, independente de raça, cor, religião ou opção sexual a uma determinada minoria (ex.: Lei da homofobia), se está explicitamente dividindo, separando, ou seja, dando um ênfase, do meu ponto de vista, desnecessário ao preconceito. Alguns podem entender este tipo de lei como um privilégio, e certamente este não deveria ser o propósito (ou efeito) real de uma lei democrática. A lei é para todos, portanto, crimes de racismo e homofobia, por exemplo, deveriam estar todos enquadrados em um mesmo artigo ou patamar legal (injúria, calúnia, difamação, discriminação, o que fosse), não segregados.

Não levanto mais bandeiras em defesa deste ou daquele tipo de gente, mas sim de toda gente: mulher, homem, branco, negro, amarelo, gay, hétero, não importa! Minha bandeira hoje é o ser humano (o ser humano de bem, claro).
É óbvio que sempre continuarei defendendo meus pontos de vista e se for preciso até lutarei por eles, especialmente combatendo aquilo que hoje considero (por experiência própria) ruim e prejudicial ao ser humano. E isso inclui a maioria das ideias que a Esquerda propõe, ideias que vão radicalmente contra os princípios cristãos e os ensinamentos de Jesus Cristo (é nisso que tento nivelar minhas ideias atuais).
Vou defender o que acredito sim, pois se me calar estarei fazendo aquilo que os esquerdistas querem: submissão aos manipuladores e ditadores enrustidos. Quanto mais espaço eles tiverem, mais projetos absurdos tentarão impor 'goela abaixo' da sociedade. Quem cala, consente, e há coisas que realmente jamais poderão ser consentidas (quem teve acesso à tal 'Cartilha Gay' que queriam distribuir nas escolas para crianças a partir de 6 anos de idade, sabe bem o que quero dizer). 

Ainda a respeito das lutas de classes e de 'minorias excluídas' o que será que aconteceria, por exemplo, se um branco fosse discriminado por ser branco? O que aconteceria se um heterossexual fosse discriminado por ser hétero? Devemos criar leis específicas para proteger ou garantir os direitos dos ruivos também? E dos obesos? E dos magrelos? E dos doentes mentais, etc.?
Pois eu vou exigir a criação de um projeto de lei que assegure a justa cidadania dos feios magrelos tatuados!

Brincadeiras à parte, escrevi este texto apenas para deixar claro que a idiotia esquerdista tem cura. E que assim como em qualquer outro tipo de droga que exerça domínio sobre o usuário, a cura depende principalmente da vontade do doente.
O melhor remédio continua sendo a informação, mas o tratamento requer a abstenção de sentimentos como a arrogância e a soberba, para que se abra a porta do entendimento e da compreensão.

Que sejamos sempre analíticos e questionadores, mas nunca tão radicais a ponto de que esse excesso de radicalismo nos cegue e nos aprisione na limitação da ignorância.

Se meu pai, um homem simples e praticamente sem estudos, ainda estivesse fisicamente vivo, eu teria um prazer enorme em dizer que ele sempre esteve certo e que eu sempre estive equivocado em minhas posições políticas do passado. Felizmente ele partiu depois de já me ver curado do mal chamado ateísmo.

Felizmente as pessoas mudam e o mundo muda as pessoas - algumas para melhor, outras para pior, tudo de acordo com a capacidade individual de cada um de absorver e lidar com as novidades, as adversidades e, sobretudo, com as mudanças impostas pelo correr dos dias.

Graças a Deus não precisei passar por nenhum tipo de trauma para compreender que mesmo que a política ou qualquer outra coisa venha influenciar negativamente na vida do ser humano e no cotidiano como um todo, jamais sentirei-me fragilizado se for forte a minha fé.

E se hoje há algo que eu faço questão de nutrir e estimular, esse algo é a minha fé.

Ah, e a propósito, meu único herói hoje é JESUS CRISTO.


Renato Curse              14 de dezembro de 2016





"Nenhuma experiência é um fracasso completo.
Pode sempre servir de mau exemplo."

Johnny Carson (comediante e apresentador norte-americano falecido)




"Ser de Esquerda é muito 'econômico', ser de Esquerda é muito fácil; basta você dizer "sou de Esquerda" e acabou, você já vira vagamente intelectual, acessível, escolado, solidário...
Se você diz "não sou de Esquerda", você tem que se explicar o resto da vida: "não sou de Esquerda, mas não sou homofóbico", "não sou de Esquerda, mas não sou racista"...
...Você precisa ser muito analfabeto, muito alienado, muito marciano, pra não ver o estrago que as utopias e os projetos coletivistas e o cacete fizeram com a humanidade, então cai fora enquanto é tempo."

Claudio Manoel (ator e humorista, ex "Casseta & Planeta")




Um comentário:

  1. Anônimo9:57 AM

    Entrei aqui por outro motivo (tbem sou palmeirense kkkk) e acabei lendo muitos outros textos. Quero lhe parabenizar por esse texto pois tbem ja fui um fã da esquerda. Abraço (Miguel Poliani de Pradópolis)

    ResponderExcluir