30.8.12

Quando te perdi



QUANDO TE PERDI, PERDI A MIM MESMO,
ABDIQUEI À LÓGICA E À RAZÃO
E CAÍ, SEM QUERER, NUM ABISMO
DE DESENCANTO, DE DESILUSÃO.


QUANDO TE PERDI, PERDI A RAZÃO DE VIVER,
TRANQUEI-ME EM PASSADAS MEMÓRIAS
E, INUTILMENTE, TENTEI TE ESQUECER,
APAGAR VOCÊ E A NOSSA HISTÓRIA.


QUANDO TE PERDI, PERDI O SOL, PERDI A LUA;
CAÍ TEMENDO NÃO MAIS LEVANTAR,
TORTURADO SEMPRE POR LEMBRANÇAS TUAS
NO FUNDO NEM QUERIA ME RECUPERAR.


QUANDO TE PERDI, PERDI MEU CORAÇÃO;
SOFRI A DOR DA PERDA POR MUITO TEMPO,
NADA TINHA GOSTO, NADA TINHA EMOÇÃO
E EU NÃO TE ESQUECIA UM SÓ MOMENTO.


QUANDO TE PERDI, PERDI A ESPERANÇA,
PENSEI QUE MINHA VIDA FOSSE ACABAR;
QUANDO RETIREI A FRIA ALIANÇA,
VI NOSSA HISTÓRIA POR MEUS OLHOS PASSAR.


QUANDO TE PERDI, EU NÃO PERDI;
NO FUNDO, NO FUNDO, EU SÓ GANHEI;
DEMOROU MAS ME CONVENCI:
NÃO ERA AMOR; AGORA EU SEI.


QUANDO TE PERDI, PERDI UM ALGUÉM
QUE TANTO ME FEZ CHORAR;
HOJE NÃO CHORO POR MAIS NINGUÉM,
APRENDI A VIVER, APRENDI A AMAR!



Renato Curse           26 de fevereiro de 2007



* Apesar de não ser fruto de uma experiência pessoal, 
a poesia acima escrevi pensando e dedicando a uma pessoa
que, depois de passar por um período de sofrimento após uma 
separação, deu a volta por cima.    Um caso de 2.007.

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