2.7.12

Homenagem a César 'Maluco'



César Augusto da Silva Lemos, mais conhecido como César Maluco, (Niterói, 17 de maio de 1945) é um ex-futebolista brasileiro que jogava na posição de centroavante. É considerado um dos maiores jogadores da história do Palmeiras, com participação decisiva nas conquistas da época da chamada "Academia".


Biografia
César atuou de 1965 até 1974. É considerado um dos grandes jogadores de futebol da história do Palmeiras e talvez o melhor centroavante da equipe palestrina ao lado de Evair.Fez 180 gols pelo Palmeiras,se consagrando o 2º maior artiheiro de clube.


Curiosidades
Era um Palmeiras vs. Corinthians os palmeirenses ganhavam por 1 a 0, até que o adversário conseguiu empatar. No meio da confusão após o gol, César Lemos foi catimbar e acabou expulso. Sem hesitar, o palmeirense pegou a bola e foi com ela para o vestiário. Naquele momento, essa era a única bola disponível. A partida teve que ficar vários minutos interrompida.
Episódios como esse explicariam porque o craque César Lemos "virou" César Maluco. Segundo ele conta, o apelido-lhe foi dado pelo famoso locutor esportivo Geraldo José de Almeida, que começou a chamá-lo assim quando no início dos anos 70 César passou a comemorar seus gols subindo nos alambrados e se misturando aos torcedores.
Bastava se aproximar de um clássico para ele aparecer na imprensa fazendo provocações e prometendo gols. E na maioria das vezes ele cumpria a promessa, o que só aumentava o ódio das torcidas adversárias por ele. Além da personalidade marcante, que deu "tempero" à famosa Academia, César marcou época por sua habilidade em frente ao gol. Curiosamente, ele é de uma família de artilheiros. Seus irmãos são Caio Cambalhota e Luisinho "Tombo" Lemos.



Clubes
Flamengo
Palmeiras
Corinthians
Santos
Fluminense


Seleção Brasileira
Disputou treze partidas na Seleção Brasileira, inclusive no Mundial-74


Fonte: Wikipédia




Títulos:
1967 - Roberto Gomes Pedroza
1967 - Taça Brasil
1969 - Torneio Início
1969 - Torneio Ramon Carranza
1969 - Roberto Gomes Pedroza
1970 - Copa da Grécia
1971 - Torneio Campeões SP - RJ
1972 - Campeonato Paulista
1972 - Campeonato Brasileiro
1972 - Torneio de Mar Del Plata
1972 - Torneio Laudo Natel
1972 - Torneio Zaragoza
1973 - Campeonato Brasileiro
1974 - Campeonato Paulista
1974 - Torneio Ramon Carranza


.Poucos jogadores se identificaram tão rapidamente com uma torcida como César se identificou com a nossa;  mas o grande legado de César, o Imperador do Parque, além de seus gols e o respeito com que vestiu a nossa gloriosa camisa foi a maneira que comemorava seus gols. Ele foi o primeiro jogador a ir em direção à torcida e vibrar, até então os jogadores comemoravam somente com seu companheiros.
César Lemos faz parte da seleta casta de jogadores que a nossa exigente torcida tem com ídolo eterno.




César
O Homem que Transformou a Academia

O Palmeiras é uma bela equipe de futebol, mas tem um grave defeito: é frio e utiliza um sistema extremamente cadenciado - diziam os torcedores adversários do clube do Parque Antártica, tanto de São Paulo como do Rio.

O torcedor palmeirense, ferido em seu orgulho e com um punhado de títulos nas mãos para argumentar, limitava-se a responder, em tom de gozação:

- O Palmeiras é a Academia. A Academia do Parque Antártica. A verdade, porém, é que depois de Vavá - um jogador de características agressivas - o time voltou a atuar dentro daquele esquema cauteloso, de toque de bola e de uma frieza impressionante. Nada parecia alterar o temperamento do Palmeiras. E a sua torcida, com o passar dos anos, também adquirira um tom de passividade.

Em 1967, porém, o Palmeiras começou a mudar. Trocado por Ademar Pantera - um jogador que tinha na balança a sua maior inimiga-, chegou ao Parque Antártica o jovem César Augusto da Silva Lemos, nascido no Rio, em 17 de maio de 1945, e apontado como uma revelação no Flamengo.

Com César na ponta de lança, o Palmeiras iniciou uma fase nova. Além dos gols que sabia marcar, César demonstrou desde o princípio ser um atacante vibrante e brigador. Jamais temendo os pontapés dos adversários, ele, pouco a pouco, foi alterando a personalidade da própria torcida. E César sempre pareceu ter consciência disso. A cada gol que marcava - na capital ou no interior -, ele corria em direção ao alambrado, mostrando a camisa verde, para vibrar junto aos , torcedores. O seu gesto, levantando as mãos e fazendo o ‘V ‘da vitória - ou de paz, dos hippies -, contagiou o próprio time. A Academia, antes fria e calculista, descobriu em César a sua antítese. O futebol do Palmeiras continuou acadêmico até chegar aos pés de César. Daí em diante, o time tornava-se furioso e partia para o adversário com uma disposição fora do comum. Foi por isso que quando o time da Gávea o chamou de volta, ainda em 1967, as relações Palmeiras-Flamengo estiveram estremecidas. Finalmente, porém, César voltou em definitivo ao Parque Antártica. E hoje não há ninguém que se arrependa da compra de seu passe. O temor que César desperta nas equipes contrárias é tão grande que este ano, na semana decisiva do Campeonato Paulista de 1972, o Palmeiras recebeu uma séria ameaça: queriam sequestrar César.

Cabelos enormes e revoltos, irreverente e catimbeiro como poucos, César acabou mudando, também, a personalidade da torcida dos outros clubes e, por extensão, a do futebol paulista. César, para quem não é torcedor do Palmeiras, é a imagem do desafio. Do desafio que precisa ser enfrentado sob pena de derrota contundente. E assim, por causa de César e de suas atitudes inesperadas - dentro e fora do campo -, o futebol de São Paulo foi mudando - tornando-se mais vibrante e temperamental. Por trás dessa mudança, sorriso nos lábios, o peito estufado para mostrar mais agressivamente o escudo da Sociedade Esportiva Palmeiras, está a figura semilendária de César Augusto da Silva Lemos, um homem que sabe muito bem o papel que representa: o de uma autêntica fera em meio ao futebol acadêmico e positivo do time do Parque Antártica.

Texto: Clubes Campeões



..."Tudo que eu faço dentro de campo, faço pelo Palmeiras.  É a minha obrigação, mas faço tudo o que posso, tudo.  Sei que faço parte do espetáculo. Quando mais eu fizer, mais gente vai ao estádio. Já fiz de tudo, só falta eu pegar a máquina de um fotógrafo e fotografar enquanto ele comemora um gol meu.  Só uma coisa faço espontaneamente: comemorar o gol. Sinceramente, quando eu vejo a torcida subir depois de um gol meu, me dá vontade de ficar comemorando para sempre. É a maior alegria de minha vida.  Vejo com orgulho, muita gente hoje imitar o que faço. Agora os jogadores correm para a torcida depois do gol, antigamente não"... (César)




Fonte: Palestrinos








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